terça-feira, 21 de abril de 2015

Amor redentor de Divaldo e o obsessor tenaz - Divaldo P. Franco


Divaldo Pereira Franco narrou em uma de suas palestras a história de um obsessor que o perseguiu anos a fio. Contou que tentou todas as formas de prece e de doutrinação para tentar ajudar aquele irmão sofredor, mas nada surtia o efeito desejado. 
Até que um dia, um dos membros da Mansão do Caminho (instituição modelo, criada e presidida por Divaldo Franco, que abriga crianças órfãs), foi chamá-lo porque uma criança recém-nascida fora encontrada na lata de lixo. Divaldo correu até o local e, no momento em que subia as escadas da instituição com a criança nos braços, o irmão obsessor se fez visível no alto da escada e perguntou a ele:
- Você ama essa criança feia e suja dessa jeito?
Divaldo respondeu: 
- Ainda não amo, mas pretendo aprender a amá-la. 
Prosseguiu o irmão desencarnado: 

- Então, a partiu de agora, eu vou deixar você em paz, porque essa criança é minha mãe. 

Os Espíritos amigos tiveram que atingir as fibras mais íntimas do obsessor para que ele se comovesse e deixasse Divaldo em paz. 

E Divaldo passou cuidar daquela pequenina menina como se fosse seu verdadeiro pai, dando-lhe muito amor e carinho. E apesar das resistências da menina, com o passar dos anos amou Divaldo !!!

Vemos nesta linda narrativa que assim como Divaldo Franco teve a oportunidade de resgatar suas dividas do passado amando uma pequena garotinha que foi mãe de seu obsessor, nós também temos essa oportunidade de amar nossos desafetos, basta apenas querermos.
E o obsessor de Divaldo ficou eternamente grato a ele, pelo amor que Divaldo deu e dá até hoje pela menina que segundo ele, se transformou numa linda mulher!!!!

Fonte: Juventude Espírita Mensageiros do Bem

segunda-feira, 20 de abril de 2015

CUIDE-SE BEM

Você nunca deverá esquecer dos motivos que o trouxeram à nova experiência corporal, no tempo presente.
Cada passo que você dê o impelirá a alguma direção, obedecendo a orientação da sua vontade.
Toda palavra que exteriorize conduzi-lo-á na voz dos ventos, entregando as suas idéias a diversos ouvidos. Busque, então, falar o que ilumine, o que construa para o bem, aquilo que é conveniente às leis sublimes da vida, como propõe o Apóstolo Paulo.
Cada gesto seu conduzirá, pela mensagem luminosa, um retrato do que você é, em recorte dos seus comportamentos. Bom será que esses gestos demonstrem equilíbrio, bom senso, harmonia, para que alcance a felicidade após ser visto e observado por incontáveis criaturas.
Toda escolha que você faça pelos caminhos da sua vida terrena apresentará aos que o cercam e acompanham o grau da sua maturidade, o nível dos seus ideais, a qualidade de tudo quanto lhe sensibiliza.
Será conseqüente que os seus irmãos de jornada passem a conceber imagens suas, caricatas ou não, em função do que você elege para com a sua existência.
Sobre o mundo, você será sempre o retrato dos seus gostos, dos seus interesses, das suas ações.
Quando Jesus anunciou que àquele que bater abrir-se-lhe-á, expressava essa realidade pujante da vida... da sua vida, porque não?
Tudo quanto deseje um dia alcançar, inicie hoje a sementeira, comece agora a construção, uma vez que o tempo é o grande aliado da boa vontade e da perseverança, nas posições em que se acham as almas na Terra.
O que busque na vida, isso mesmo encontrará, hoje ou amanhã seja nobre ou ignóbil.
O que pedir durante a vida, isso mesmo logrará, cedo ou tarde, seja harmonia, seja aflição.
Onde bater, durante a marcha humana, com certeza abrir-se-lhe-á, mais ou menos rapidamente, sejam portas de luminosidade ou de trevas.
A sua vida, com todo o concerto de realizações íntimas, do cerne d’alma, depende fundamentalmente do que almeja na trilha planetária.
É importante, então, que se mantenha cauteloso, cuidadoso com os tipos de anseios, de desejos, de sonhos que alimente n’alma.
Cuide-se, para que não se surpreenda com dores e desditas, com frustrações e amarguras, em razão do mau uso da sua vontade, do mau direcionamento dos seus íntimos impulsos.
Jesus Cristo tem razão plena: batei e abrir-se-vos-á. Cuidemos para que saibamos onde e como bater, para que se nos abram as portas da ventura, do progresso e da paz.

Espírito Joannes – Psicografia de José Raul Teixeira

domingo, 19 de abril de 2015

Ser espírita

Há quem diga que ser Espírita é muito difícil, que é só para quem já é santo. Allan Kardec, no entanto, vai dizer que o espírita é reconhecido pelo esforço que faz pela sua transformação moral e para vencer suas tendências para o mal.
Fazer esforço é bem diferente de ser santo. Ainda nos falta um longo caminho.
Alguns companheiros dizem que estão tentando ser espírita. Estes estão em dúvida e temem assumir a responsabilidade de afirmar: sou espírita.  Nosso desafio, porém, é buscar ser hoje, melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje.
Na natureza nada dá saltos. Todos nós que estamos hoje ligados à doutrina espírita, já estivemos no catolicismo, no protestantismo, no budismo entre outras religiões.  Mesmo nessa encarnação foram poucos que nascemos num lar espírita. Viemos de outros caminhos religiosos, mas ao encontrar o Espiritismo descobrimos o Consolador prometido por Jesus, que veio ensinar todas as coisas e fazer compreender o que o Cristo havia dito por parábolas. Neste porto seguro, encontramos a fé raciocinada, a crença da imortalidade da alma, a certeza da reencarnação e a da comunicabilidade com os espíritos.
Que bom que podemos dizer que somos espíritas, que estamos buscando vencer nossas más inclinações. É o autoconhecimento e a autotransformação que nos tornam homens e mulheres melhores. Essa postura vai refletir na família, onde cada um testemunhará a luz interior, a sua transformação moral, pelo comportamento equilibrado e amoroso. No trabalho, sendo um exemplo de bom funcionário ou de bom patrão. Na sociedade, sendo um bom cristão, alguém que é lembrado pelo amor ao próximo e suas atitudes corretas. Portanto, somos espíritas 24 horas por dia. Não dá para vestir a capa de humildade, de fraternidade somente quando estamos no Centro Espírita.
“Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.”
O Espírito de Verdade nos convida a demonstrarmos quem somos, pelas atitudes de amor, de fraternidade e caridade.  Olhar o outro como um irmão que devemos aprender a amar, apesar dos defeitos e imperfeições, que só pela prática das virtudes e da busca constante da iluminação através do estudo, que iremos nos libertar desse homem velho que ainda trazemos dentro de nós.
O desafio não é vencer o outro, ser melhor, mais poderoso, é nos conhecermos, domarmos nossas imperfeições e “só por hoje” nos aproximarmos de nosso modelo e guia, que é Jesus.
Para aqueles que acham que essa postura é difícil, é porque ainda não compreenderam que somente escolhendo a porta estreita, se libertarão das imperfeições.  É esse o caminho para a plenitude e a paz íntima.
Angela C. Furiati

Fonte: FEAK

sábado, 18 de abril de 2015

Evolução da mediunidade na visão espírita

Ao verificarmos a grandiosidade da evolução do ser humano, constatamos que desde os seus primórdios, ou seja, desde as primeiras encarnações humanas, quando este planeta era ainda um mundo primitivo, o seu crescimento foi sempre acompanhado pelo desenvolvimento mediúnico. Citamos, como fonte desse artigo, o belíssimo trabalho de Herculano Pires, na obra o Espírito e o Tempo.
Nos primeiros rudimentos da emancipação humana, chamaremos não de mediunidade, mas de “mediunismo”, que são as práticas da mediunidade na sua expressão natural, seriam as práticas empíricas da mediunidade.
Na ampulheta do tempo, vamos viajar e situar-nos há aproximadamente 2,7 milhões anos atrás, na era da pedra lascada (Homo Habilis). Nessa fase, onde o homem realizou a descoberta do fogo, também vamos encontrar os princípios do horizonte tribal. Os sentimentos do medo, a falta de discernimento sobre a aniquilação total e o instinto ainda muito aflorado levam o ser daquela época a se reunir em grupos dentro da furna. É nesse silêncio que ele começa a ser visitado pelos entes que se foram e que tentavam a comunicação. A história nos conta que nessa fase nasceram o Culto das Pedras e o Culto dos Crânios. Surge, assim, o culto religioso mais antigo do nosso planeta: o Culto Xamanista, onde aquele que era o mais sensitivo da tribo torna-se o elo de comunicação com o invisível, além de ser responsável pelas curas e previsões da comunidade.

A partir de então, o mediunismo toma outra dimensão. Do horizonte tribal passa para o agrícola, onde o ser humano começa a dominar a natureza e a submetê-la a seu serviço. Surgem o fetichismo, a zoolatria e a mitologia. O culto agora já possui deuses, incluindo o sacrifício de plantas, animais e, mais à frente, de seres humanos.

No horizonte civilizado, o homem passa a ser mais social, deixa de ser um animal gregário, realiza os primeiros juízos éticos e morais (código de Hamurabi). Ele passa a comparar, a medir e a julgar. Embora exista o médium, chamado de oráculo, ou pitonisa, as mensagens são dadas através de processos impessoais: murmúrio de uma fonte que responde, sons de uma gruta e rumores do bosque. Quando o médium responde diretamente, sua resposta imita esses rumores confusos da natureza. Nesses casos, dependia da interpretação sacerdotal, havia um corpo de sacerdotes para interpretar tais ruídos. As exceções representam avanço no processo evolutivo de individualização. Assim, em rituais religiosos, na leitura das estrelas, dos vegetais e das vísceras dos animais mortos, eles buscavam uma visão do futuro das pessoas. Dessa forma, surgiram os oráculos, nos quais mulheres, representantes da mais apurada intuição, eram conhecidas como pitonisas.

Depois do misticismo hindu, do moralismo chinês, da filosofia grega e do sacerdotismo egípcio chegamos ao profetismo hebraico, presente no período de IX até III A.C. Nessa fase já temos a evolução para o monoteísmo. Há a individualização mediúnica na figura do profeta que estabelece as ligações diretas com Deus, sendo ele – o profeta - o elo de ligação entre o céu e a terra. A figura mais notável foi o próprio Moisés.

No último horizonte denominado de espiritual, vamos ter a figura ímpar do Rabi da Galiléia: Jesus de Nazaré. Ele nos revela não um Deus vingativo e guerreiro, mas sim um Deus de amor. Fala-nos que não precisamos de um culto externo para entrar em contato com Deus, que o sacrifício não deve ser feito com plantas ou animais, mas que devemos sacrificar sim, o ego inferior. Ele próprio diz que “não veio destruir a lei, mas dar cumprimento”. Os fenômenos então afloram e surgem por toda a sua caminhada: cegos voltam a enxergar, leprosos recuperam a saúde e, no alto do Tabor, ele se transfigura e conversa com Moisés e Elias.

Tudo maravilhoso e muito importante para a nossa história. Mas também verificamos, ao longo desse tempo, que em nenhum momento o maravilhoso foi capaz de transformar o ser humano. Apesar de toda a fenomenologia parapsíquica efetuada por Moisés, isso não foi suficiente para alterar as disposições morais do povo hebreu, desde aqueles remotos tempos, até os dias atuais. O próprio Senhor de Nazaré realizou fenômenos dos mais expressivos à sua época, sem lograr cativar os daquela ocasião, tampouco sensibiliza a alma dos dias presentes. Nenhum dos seus feitos foi capaz de converter a alma terrena, somente a empolgou.
Kardec cita, na conclusão de O livro dos Espíritos, que a excelência do Espiritismo não se apoia nos fenômenos materiais, mas em sua filosofia. Muitos ainda procuram, embora desinformados, os fenômenos dentro do Centro Espírita. Sendo que o maior ganho para nós, seres endividados do passado, é o entendimento da luminosa mensagem do Evangelho, através da Doutrina Espírita. Doutrina que reedita o pensamento do Mestre na sua mais pura simplicidade. Ela esclarece “de onde eu vim?” e “para onde vou?” quando tantos de nós já fizemos essas perguntas, e milhares de outros ainda se encontram perdidos em interrogações vãs. A Doutrina Espírita é doutrina libertadora, é a doutrina da responsabilidade. A doutrina em que podemos ver e sentir o amor e o saber caminharem juntos.
Terminamos este artigo apontando a questão 798 de O Livro dos Espíritos e o item 25 do capítulo XVIII, de A Gênese.
- “O Espiritismo se tornará crença geral ou continuará sendo professado apenas por algumas pessoas?”
Resposta: “Certamente ele se tornará crença geral e marcará uma Nova Era na História da Humanidade, porque está na Natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos [...] Sua marcha, porém, será mais rápida que a do Cristianismo, porque é o próprio Cristianismo que lhe abre o caminho e serve de apoio. [...]”.

O Espiritismo não cria a renovação social; a madureza da Humanidade é que fará dessa renovação uma necessidade, pelo seu poder moralizador, por suas tendências progressistas, pela amplitude de suas vistas, pela generalidade das questões que abrange. O Espiritismo, mais do que qualquer outra doutrina, está apto a secundar o movimento regenerador, por isso ele é contemporâneo desse movimento. Surgiu no momento em que podia ser útil, visto que também para ele os tempos são chegados. [...]”

Sidnei Rocha
Fonte: FEAK

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sedutora mídia


Escritores, jornalistas, romancistas, telenovelistas, oradores, enfim, todas as pessoas que se utilizam de uma caneta, computador, câmera ou microfone no exercício de sua profissão, têm uma responsabilidade específica e direta sobre a conseqüência que vai provocar – no leitor ou ouvinte ou espectador – aquilo que diz ou escreve.
As novelas maciçamente assistidas, que as emissoras de TV transmitem nos horários nobres, são um exemplo típico da influência que exercem na população: imitação de figurinos, repetição de falas e bordões, comportamentos, etc.
Será que os autores das novelas sabem aquilatar as conseqüências dos exemplos terríveis que colocam no ar, ao vivo e a cores, para a grande massa de expectadores desses programas largamente consumidos? Exemplos que se constituem em aulas de bandidagem e de crueldades inomináveis, levando pessoas vulneráveis a se sentirem autorizadas a fazer igual, repetir atitudes, copiar comportamentos que as conduzem a situações infelicitantes vida a fora.
Léon Tolstoi, no prefácio do livro “Sublimação”, de Yvonne do Amaral Pereira, presta contundente depoimento acerca do suicídio de Anna Karenina – personagem de um dos seus mais famosos romances – que inspirou gesto igual a muitas mulheres vítimas de descontroladas paixões. Esses fatos fizeram dele, segundo suas próprias palavras, uma pessoa atormentada, que carregava na consciência o peso de um remorso que o acompanhou pela vida, comprometendo a sua paz.
O “quarto poder” – expressão usada para definir o poder da mídia em relação aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário – tem a incrível capacidade de manipular a opinião pública, a ponto de ditar regras de comportamento e de influenciar nas escolhas dos indivíduos. Joga com as emoções da população, favorecendo o interesse de terceiros em busca de fama e conquista de audiência. É uma guerra das mais ferrenhas.
Agora, já se fala no “quinto poder” – o mundo da propaganda e da publicidade – que fascina multidões de consumistas vorazes, que se permitem aceitar tudo o que o talento criativo de seus profissionais joga no ar e no psiquismo das pessoas, através da imprensa falada, escrita, televisada e da mídia virtual.  Nem todos são capazes de identificar esse polvo cruel e desumano que, com os seus tentáculos, envolve as mentes dos desavisados imprimindo-lhes, subjetivamente, a marca do desejo incontrolável de possuir o produto anunciado. Mais cruel e mais desumana é a publicidade infantil que cria consumidores precoces, afetando igualmente crianças, filhas de famílias em situação de risco social, as quais crescem frustradas e amarguradas por não terem a mínima chance de adquirir os produtos anunciados que, para elas, significam a felicidade. Nos países mais desenvolvidos existem leis que restringem a publicidade infantil, para que a população infanto-juvenil abstenha-se de desenvolver a necessidade do consumismo desenfreado.
Na questão 209, do livro O CONSOLADOR, Emmanuel discorre sobre os efeitos produzidos pelo labor intelectual na Terra asseverando que “o homem de inteligência que vende a sua pena, a sua opinião e o seu pensamento no mercado da calúnia, do interesse, da ambição e da maldade cultiva espinhos e agrava responsabilidades pelas quais responderá um dia, quando houver despido a indumentária do mundo, para comparecer ante as verdades do Infinito”.
Porém, não podemos generalizar. A veiculação de textos e programas com mensagens positivas existe em menor escala, mas existe, levando aos leitores e espectadores mais seletivos e mais exigentes bons produtos, que se constituem em um alimento saudável para o espírito. Há no mercado editorial livros e revistas de excelente conteúdo. Os canais convencionais, a TV aberta, a Internet e a indústria cinematográfica também oferecem produtos de qualidade superior. Isso significa que o consumidor final desses produtos tem a opção de escolher o que mais lhe apraz. Compete a ele decidir com que tipo de alimento vai se nutrir espiritualmente.
Sonhamos com o dia em que essa guerra por audiência e pela ambição desmedida em estar no topo da lista dos que vendem mais dará lugar a uma mídia que seduza pelos valores morais, pela nobreza dos sentimentos, pela excelência do caráter bem formado, pelo interesse único em bem servir a humanidade. Exatamente assim, no melhor estilo das grandes civilizações. Como? Fazendo a nossa parte. Quando? Agora. Por quê? Simplesmente porque nós merecemos.
Maria das Graças Vidigal
Fonte: FEAK


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Planejamento Reencarnatório

- Por Antonio Moris Cury

No intervalo compreendido entre as reencarnações (reencarnação = entrar de novo na carne, isto é, em novo corpo físico), em geral, o Espírito imortal, no exercício de seu livre-arbítrio, escolhe o gênero de provas por que há de passar em sua próxima experiência e, com isso, assume desde logo a responsabilidade por suas decisões e logicamente pelas conseqüências delas decorrentes. Sendo importante destacar que esta escolha diz respeito ao gênero das provas propriamente dito, e não às suas particularidades, razão pela qual os Mentores Espirituais, como sempre, recomendam cautela.
Toda reencarnação é precedida de planejamento. O Espírito trabalha, pesquisa, estuda e observa para fazer a sua escolha. Tal afirmação às vezes provoca surpresa, por existir quem acredite que, na Terra, integra determinada família por engano. Entretanto, e como facilmente se pode observar, um mínimo de planejamento é necessário até mesmo para o cumprimento de tarefas primárias de nosso dia-a-dia. E quanto ao trabalho (toda ocupação útil é trabalho” – “O Livro dos Espíritos”, questão 675), não deveria nos surpreender a afirmação de sua existência após a desencarnação diante do que disse Jesus, o Cristo, há mais de dois mil anos:  O Pai trabalha até hoje, isto é, sempre!
De outra parte, informado do planejamento, há quem não compreenda, por exemplo,  a razão de alguém escolher a prova da miséria quando poderia optar pela prova da riqueza, que proporciona facilidades, conforto, bem-estar. No entanto, completada a informação, passa a entender que ambas as provas são difíceis e que a prova da riqueza provavelmente seja mais difícil porque pode torná-lo avaro e egoísta; pode lançá-lo aos vícios.
De certo modo, agimos assim, quando fisicamente adoentados, por exemplo, tomamos o remédio mais desagradável para nos curarmos de pronto.
Está mais do que comprovado que precisamos aprender, crescer, progredir intelectual e moralmente e que não nos encontramos em férias, e muito menos em férias permanentes.
Até atingir a perfeição relativa, o Espírito passa por provas e expiações (“A prova examina, experimentando o grau de preparação do educando” – “A expiação ensina, rigorosa, a lição desperdiçada na inutilidade ou na viciação.” – livro “Dimensões da Verdade”, Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.   Leal, cap. “Sob testes e exames”). O ideal é que enfrentemos com fé, resignação e amor, mantendo-nos ativos, trabalhando e estudando sempre, procurando eliminar quanto antes as queixas de nossa vida.
A propósito, como já esclareceu André Luiz, Espírito, no livro Agenda Cristã: “As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.” (psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB, cap. 38).
Na mesma linha, no livro “Para Uso Diário”, o Espírito Joanes aconselha: “Evite a lamentação, uma vez que ela em nada lhe auxiliará. Não diminuirá o peso da sua cruz, nem dispensará as nuvens que estejam toldando, porventura, os seus horizontes.” (psicografia de José Raul Teixeira, Ed. Fráter, cap. 20).
Como se pode observar com muita facilidade, a queixa não soluciona qualquer problema. Logo, se não resolve nem sequer acrescenta nos outros um só grama de simpatia por nós, cabe perguntar: que postura devo adotar? Qual a mais adequada? Qual a que mais nos beneficia?
A reencarnação, repetimos para enfatizar, é sempre precedida de planejamento, de modo que ninguém está solto, só, e muito menos por acaso na Terra, havendo fortíssimas razões para termos renascido neste ou naquele país, nesta ou naquela cidade, nesta ou naquela família, com incontáveis facilidades ou dificuldades, etc., mesmo que agora não saibamos identificá-las e apontá-las.
A reencarnação, como bênção de oportunidade, reflete a Justiça de Deus. Oportunidade de corrigir nossos erros, males e equívocos, ainda que parcialmente, de ajustar e reajustar contas. Oportunidade de crescimento, de evolução, de progresso intelectual e moral. Oportunidade ímpar de dar nova direção à nossa Vida, com o ingresso definitivo na estrada do Bem, praticando-o onde quer que nos encontremos.

Fonte: Mundo Espírita

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Pacificadores


Cada vez mais frequente se faz o número daqueles assustados pela violência social.
As ocorrências que pareciam distantes, no noticiário, hoje são fatos em nossas relações sociais e familiares.
Somos todos tocados pela violência, senão pessoalmente, através de alguém do nosso círculo familiar ou de amigos.
Deixou de ser apenas um comentário abstrato para ser realidade a se conviver.
Temendo-a, muitos nos trancamos em casa, fechamo-nos em nós mesmos e para o mundo.
Vitimados pela violência, alguns aderimos a ela, tornando-nos agressivos, num mecanismo do instinto animal de defesa.
Armamo-nos, programamos vinganças, planejamos reações frente a um possível roubo, a uma invasão familiar, ou a uma abordagem na via pública.
Vítimas que nos sentimos da violência, nos utilizamos dela mesma para o que alegamos ser nossa autodefesa.
Sem nos darmos conta de que assim agindo, apenas engrossamos as fileiras dos violentos, passamos a atuar como agentes do mal.
Porém, muitos nos cansamos da violência, não suportando mais viver nessa interminável troca de sermos agredidos e revidar, sermos vítima e algoz.
Exauridos e um tanto mais amadurecidos, percebemos ser necessário encontrar outros mecanismos para o combate eficaz contra ela.
Somos os que elegemos a paz como o grande antídoto, não nos limitando à sua definição, ao seu conceito ou em somente a citá-la em frases de efeito.
Somos os que nos tornamos pacificadores, pois que passamos a vivenciar, cultivar e multiplicar a paz.
Nossas ações deixam de ser reativas e passam a ser proativas.
Não nos permitimos ser alvos fáceis da violência alheia, mas também não lhe fazemos coro, nem nos deixamos contaminar por ela.
Somos homens e mulheres que decidimos que nosso falar e nosso agir devem ser de paz e para a paz.
Somos as pessoas que, maltratadas no trânsito pela grosseria alheia, agimos com gentileza.
Quando atingidas pela falta de urbanidade de alguns, no trato cotidiano, optamos por oferecer atitudes de cidadania e respeito.
E quando enfrentamos achaques, mau humor e grosseria de um familiar ou de um colega de trabalho, guardamo-nos no silêncio da paz que cultivamos, aguardando momento oportuno para retomar o diálogo.
Somos os pacificadores do mundo. Somos os que estamos transformando a Terra em um mundo de paz.
Somos os que conseguimos entender a proposta franciscana e a ela aderimos: Onde houver violência, que eu leve a paz.
Unamo-nos nessa proposta.
Façamos de nossas ações, atitudes, diálogos, um hino à paz.
Se nos deparamos com a violência no mundo, que possamos oferecer atitudes de paz.
Será apenas dessa forma, com uma invasão de pacificadores que a violência será banida, não encontrando mais lugar na sociedade.
Que essa mudança parta de nós, que sejamos dos primeiros a aderir à pacificação, tornando-nos seus artífices mais dedicados e valiosos.
Ante o vozerio dos agressivos, sejamos a voz da serenidade.
No tumulto, nos asserenemos e convoquemos os demais à pacificação, cujos efeitos mais imediatos são a tranquilidade, a harmonia, em fomento da paz.

Redação do Momento Espírita.