terça-feira, 14 de abril de 2015

Sintonia com o Perispírito Materno



À medida que o espírito se conscientiza da necessidade de renascer no cenário físico, inicia-se todo um processo de acompanhamento e orientação especializada no evento. Como temos, no planeta Terra, as maternidades com ampla estrutura para acolher o recém chegado, no Plano Espiritual existe a correspondente equipe especializada que acompanha aquele que parte. As obras de André Luiz se referem à existência, na Colônia "Nosso Lar", do Ministério da Reencarnação, que coordena estas equipes.
 
Nos espíritos relutantes, que temem renascer e se recusam a receber o preparo necessário, há intensificação do desgaste de suas unidades energéticas e o torpor conseqüente os impele, compulsoriamente, ao retorno. Algo como se definhassem, morressem para a vida espiritual...
 
O organismo feminino é o privilegiado ninho que receberá o espírito reencarnante. As ligações afetivas ou os desafetos do passado, presos emocionalmente pelos vínculos energéticos, atraem a entidade ao campo vibratório que se lhe afiniza.
 
Além da ligação espontânea que se verifica, as equipes especializadas passam a dar assistência e promover a progressiva ligação fluídica do espírito com os fluidos perispirituais da futura mãe. Desta aproximação vibratória do espírito à "candidata" a recebê-lo origina-se uma crescente interpenetração fluídica entre ambos. Estabelece-se um intercâmbio energético nas duas direções, com efeitos bilaterais. O espírito vê-se envolvido na malha energética que o prende suavemente como que expressando um convite ao regaço materno.
 
As ligações energéticas do espírito em vias de encarnar, que estavam ligadas superficial e globalmente ao perispírito materno, passam, num estágio, a se afunilar progressivamente, dirigindo-se para a região do aparelho reprodutor feminino, estabelecendo ligação mais forte com chacra genésico especializado para esta função. A esta altura, o envolvimento ainda não se efetuou ao nível de corpo biológico materno, mas os fluidos do espírito já buscam adentrar à matéria, irradiando sobre as células físicas pela sua simples presença.
 
No momento seguinte, a ligação da entidade reencarnante se fará através de suas expansões energéticas ao fluido vital do óvulo materno.
 
Como sabemos, todas as células vivas irradam um campo energético, decorrente da presença desta energia vital nelas existente. Esta energia vital é que confere o princípio vital ou princípio de vida a todos os seres biologicamente estruturados.
 
A semelhança semimaterial, ou energética, entre o fluido vital do óvulo e os fluidos perispirituais da entidade reencarnante é que permite a ponte necessária para se estabelecer a conexão indispensável à imantação do óvulo. ... o óvulo ainda não fecundado, magnetizado pelo envolvimento dos fluidos perispirituais do nosso personagem principal: o espírito reencarnante.
 
O óvulo assim magnetizado permanece irradiando, refletindo as energias do espírito. Passará a espelhar o padrão energético que traduz a real situação evolutiva do espírito. Conforme seu adiantamento moral e intelectual, expressará uma determinada freqüência de ondas em suas vibrações, que se refletirão nas energias que o óvulo irradiará envolvido por esta influência.

Fonte: GEAL

segunda-feira, 13 de abril de 2015

SIMPLICIDADE - EMMANUEL


SIMPLICIDADE
Quando o Senhor nos exortou à pureza infantil, como sendo a condição de entrada no plano superior, não nos convidava à insipiência ou à incultura. Recomendava-nos a simplicidade do coração, que se revela sempre disposto a aprender.
A rebeldia e a impermeabilidade são, quase sempre, escuros característicos daqueles que pretendem haver encontrado a última palavra em madureza espiritual.
Nossos excessos de raciocínio, em muitas ocasiões, não passam de desvarios da nossa mente, dominada por incompreensíveis cristalizações de vaidade ou de orgulho.
Criamos, em nossa invigilância, certos padrões convencionais de conduta que nos impedem qualquer acesso à verdadeira luz e, dentro deles, dormitamos à maneira de pássaros cativos que encarcerassem as próprias asas em estreitas limitações.
Contudo, quando entendemos que a vida se renova, todos os dias, e quando percebemos que todos os minutos constituem oportunidades de corrigir e aprender, auxiliar e redimir, entramos na posse da simplicidade real, suscetível de fixar em nosso íntimo, novos painéis de amor e sabedoria, paz e luz.
Guardemos o espírito de surpresa, diante do mundo e, à frente da estrada que o Alto nos destinou, convertamos a nossa ligação com o Pai Celeste por laço essencial de nosso coração com a vida e forma, estejamos convictos de que cada instante será para nós glorioso passo no conhecimento superior ou na direção do céu.
Emmanuel
Do Livro: Trilha de Luz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

domingo, 12 de abril de 2015

Brasileiros! Confiemos...

Por – Orson Peter Carrara 


A irresponsabilidade política – fruto de nossas imperfeições morais que geram omissão ou indiferença de eleitores e mesmo interesses de ambos os lados, e abusos dos eleitos – trouxeram o país ao quadro preocupante aí presente. Por outro lado a fragilidade de nossas leis e o sistema político, que não buscam o interesse da nação e permitem abusos de toda ordem, geraram o caos escancarado no panorama político que abala a Pátria. 
Mas o país é mais que políticos e suas leis. Políticos desonestos ou corruptos responderão perante a própria consciência no devido tempo. As leis sofrerão, no amadurecimento trazido pelo tempo, as alterações que as tornem justas e não permitam os abusos ora em andamento. Aliás, vale dizer que a corrupção não está apenas na política, ela habita antes em nós mesmos... 
E repetimos, o país é mais que políticos e suas leis. O país é seu povo, de índole pacífica, de coração aberto, de generosidade espontânea, na riqueza da sensibilidade e da cultura, das artes, das crenças e do trabalho que se constrói diariamente. 
Nada, pois, de pessimismo. Esperança, postura de firmeza na fé e no trabalho, honestidade e continuidade dos altos propósitos de viver. Aqueles que estão a abusar, aqueles que corrompem, que mentem, que enganam, responderão no curso do tempo, não por castigo, mas por consequência mesmo das leis que nos regem a vida. 
O quadro que aí está é fruto do egoísmo que ainda nos corrompe a alma humana. É fruto igualmente de um condicionamento intelectual imposto para atender interesses escusos, mas tudo isso passará porque o progresso é uma lei inexorável, que não pode ser detida. 
Estamos todos em gigantesco processo de aprendizado, vamos amadurecer com isso, sairemos escolados. Por isso é preciso é uma postura de firmeza, fé, lealdade à Pátria, compromisso com a nação e não com interesses outros. 
Todo mundo sabia que o quadro chegaria ao ponto que chegou e mesmo assim, como nação, permitimos isso. Incoerência, não é mesmo? Faltou amadurecimento ou os interesses pessoais e corporativos falaram mais alto? Não faltou antes pensar na nação como um todo? 
Agora cabe-nos solucionar isso e pacificamente, afirme-se! Mas somos nós mesmos, como coletividade nacional, que deveremos reparar o quadro que aí está, mesmo a custo de intensos sacrifícios. Este é o preço da imaturidade, da ausência de reflexão e da prevalência dos interesses egoísticos, ao invés dos interesses nacionais e coletivos. 
Mas há uma frase final numa sábia mensagem do Benfeitor Emmanuel, na psicografia de Chico Xavier, que sempre usei individualmente em minhas dificuldades e agora constato, o valor dessa frase para o uso nacional diante do momento difícil e complexo do país. Diz a frase: “(...) Por meios que desconheces, Deus permanece agindo.” Muitos achamos que somos autossuficientes, que tudo podemos e comandamos, mas isso é pura ilusão. Existe uma inteligência maior que tudo comanda e nossa suposta fortaleza cai por terra até com uma picada de mosquito (diga-se: dengue!). É muita ilusão achar que se pode controlar tudo e todos por todo o tempo. 
Uso outras frases da mesma mensagem para reforçar nosso pedido de esperança aos brasileiros: “(...) Não esmoreças (...)”, “(...) Abraça o dever que a vida te confia (...)”, “(...) Deus nunca nos abandona (...)”. E convido o leitor para refletir sobre a profundidade dessas breves afirmações. O que cabe em cada uma? Quais os desdobramentos? 

Confiemos plenamente na destinação histórica e espiritual da Pátria. Procuremos conhecer mais sobre isso para saber de nossos compromissos 
maltratam. É preciso erguer a cabeça com dignidade, porque, afinal, tudocoletivos, sem nos deixarmos levar por induções que corrompem e isso vai passar. E a vida não se resume nessas poucas décadas de 
permanência no planeta; há muito pela frente...

sábado, 11 de abril de 2015

EFEITOS DA MENTIRA NO RELACIONAMENTO

Não existe nada mais devastador para um relacionamento do que a perda da confiança. A pessoa que mente, acaba com as chances de o amor dar certo. E com isso a relação nunca mais será a mesma.

Quando a mentira entra no relacionamento, pode acabar de vez com a confiança que existia entre o casal. Quem mente passa a conviver com dois fantasmas: o da MENTIRA e o do MEDO de ser descoberto. Por mais que a gente acredite que não vai fazer mal contar uma mentirinha para o parceiro, uma coisa é certa: mentira tem pernas curtas e o mal feito nem pernas têm. E pior, não existe mentira positiva. Todas são negativas e têm poder suficiente para acabar com qualquer relacionamento, já que a base mais sólida das relações humanas é a confiança.

A pior coisa que existe é uma pessoa descobrir que foi enganada. Por isso, mesmo que a verdade seja dolorosa, é melhor optar por ela, Assuma seu erro o mais depressa possível. Diga que mentiu, porque assim sua chance de ser perdoado é maior. É mais fácil perdoar uma fraqueza momentânea do que uma mentira. Também é mais fácil perdoar o mentiroso que assume sua fraqueza, do que perdoá-lo quando sabemos da mentira através de outra pessoa, afinal ninguém gosta de ser enganado. O relacionamento deixa de ser saudável no momento em que a mentira atravessa a relação. A partir daí o mentiroso passa a conviver com dois fantasmas: o da mentira e o do medo de ser descoberto. Talvez por isso, muita gente passe a acreditar na própria mentira. É como se, assim, pudesse se defender. Entretanto, ao ser descoberto, “bater o pé e persistir na mentira só vai piorar a situação.

O efeito desastroso da mentira.

Mentir pode causar danos irreversíveis à relação, pois o amor saudável se baseia, principalmente, na confiança. Sem confiança, não há tranqüilidade e o amor não amadurece. Quando um parceiro perde a confiança no outro, o relacionamento acaba. A sensação de sentir-se traído provoca muita dor e rompe com a parceria amorosa. O mentiroso jamais é perdoado, e aquele que foi enganado passa a desconhecer o outro, a questionar quem ele é, verdadeiramente. Diante da descoberta da traição, a pessoa passa a acreditar que seu relacionamento todo foi uma grande mentira.

Veja o que a mentira pode causar:

• Decepção: pela constatação de o parceiro não era exatamente quem a gente pensava que fosse.

• Sentimento de fracasso: pelo erro de avaliação e de ter se apaixonado por alguém que não é confiável.

• Desconfiança: é impossível permanecer num relacionamento se a capacidade de continuar apostando na relação foi destruída pela mentira.

• Ressentimento: sentir-se desconsiderado, desrespeitado e traído provoca mágoa e raiva. O ressentimento é diretamente proporcional à expectativa que se tinha sobre o parceiro.

• Desrespeito: o parceiro enganado, inconscientemente, se vinga do mentiroso e o clima entre o casal pode tornar-se hostil e perigoso.

• Desinteresse: ao ser enganado, o parceiro interrompe o afeto que era dirigido ao outro. Passa a ver o mentiroso como alguém a ser evitado.

• Ruptura: o amor não resiste. Mesmo que o sexo seja maravilhoso, também passa a ser questionado como possível encenação.
Fonte:Amor de Almas

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo

Allan Kardec
 
15 – Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar aos amigos é dar prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se melhora. Perdoai, pois, meus amigos, para que Deus vos perdoe. Porque, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se guardardes até mesmo uma ligeira ofensa, como quereis que Deus esqueça que todos os dias tendes grande necessidade de indulgência? Oh, infeliz daquele que diz: Eu jamais perdoarei, porque pronuncia a sua própria condenação! Quem sabe se, mergulhando em vós mesmos, não descobrireis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por um simples aborrecimento e acaba pela desavença, não fostes vós a dar o primeiro golpe? Se não vos escapou uma palavra ferina? Se usaste de toda a moderação necessária? Sem dúvida o vosso adversário está errado ao se mostrar tão suscetível, mas essa é ainda uma razão para serdes indulgentes, e para não merecer ele a vossa reprovação. Admitamos que fosseis realmente o ofendido, em certa circunstância. Quem sabe se não envenenastes o caso com represálias, fazendo degenerar numa disputa grave aquilo que facilmente poderia cair no esquecimento? Se dependeu de vós impedir as conseqüências, e não o fizestes, sois realmente culpado. Admitamos ainda que nada tendes a reprovar na vossa conduta, e, nesse caso, maior o vosso mérito, se vos mostrardes clemente.
 
            Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitos dizem do adversário: “Eu o perdôo”, enquanto que, interiormente, experimentam um secreto prazer pelo mal que lhe acontece, dizendo-se a si mesmo que foi bem merecido. Quantos dizem: “Perdôo”, e acrescentam: “mas jamais me reconciliarei; não quero vê-lo pelo resto da vida”! É esse o perdão segundo o Evangelho? Não. O verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado. É o único que vos será levado em conta, pois Deus não se contenta com as aparências: sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos, e não se satisfaz com palavras e simples fingimentos. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade. Não esqueçais que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, muito mais que pelas palavras.
 
Paulo, Apostolo - Lyon, 1861
 
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec
 
 
 
Perdoar
 
Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.
 
Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.
Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.
 
Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.
 
Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.
Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.
 
Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.
 
Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.
O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.
 
Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.
O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.
 
Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.
 
Todo agressor sofre em si mesmo. É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.
 
Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.
 
Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.
O que te é Inusitado, nele é habitual.
Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!
 
A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.
O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.
A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.
E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.
 
Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!
 
Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.
 
"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". Mateus: 18-22.
"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Item 4.
 
Autor: Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Florações Evangélicas

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Enquanto Temos Tempo

“… Enquanto temos tempo, façamos bem a todos…” – Paulo.(Gálatas, 6:10).
Às vezes, o ambiente surge tão perturbado que o único meio de auxiliar é fazer silêncio com a luz íntima da prece.
Em muitas circunstâncias, o companheiro se mostra sob o domínio de enganos tão extensos que a forma de ajuda-lo é esperar que a vida lhe renove o campo do espírito.
Aparecem ocasiões em que determinado acontecimento surge tão deturpado que não dispomos de outro recurso senão contemporizar com a dificuldade, aguardando melhores dias para o trabalho esclarecedor.
Repontam males na estrada com tanta força de expansão que, em muitos casos, não há remédio senão entregar os que se acumpliciam com eles às conseqüências deploráveis que se lhes fazem seguidas.
Entretanto, as ocasiões de construir o bem se destacam às dezenas, nas horas do dia a-dia.
Uma indicação prestada com paciência…
Uma palavra que inspire bom ânimo…
Um gesto que dissipe a tristeza…
Um favor que renova a aflição…
Analisemos a trilha cotidiana.
A paz e o concurso fraterno, a explicação e o contentamento são obras morais que pedem serviço edificante como as realizações da esfera física.
Ergue-se a casa, elemento a elemento.
Constrói-se a oportunidade para a vitória do bem, esforço a esforço.
E, tanto numa quanto noutra, a diligência é indispensável.
Não vale esperança com inércia.
O tijolo serve na obra, mas nossas mãos devem buscá-lo.
XAVIER, Francisco Cândido – Palavras de Vida Eterna – Ditado pelo espírito de Emmanuel, Editora Comunhão Espírita Cristã, Edição nº 34 de 2007, Páginas:  306 à 307, Uberaba – Minas Gerais/1965.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Conceito de Salvação

“… Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação.”
Paulo. (II Coríntios, 6:2).

Salvar, em sinonímia correta, não é divinizar, projetar ao céu, conferir santidade a alguém através de magia sublimatória ou fornecer passaporte para a intimidade com Deus.
Salvar, em legítima significação, é “livrar de ruína ou perigo”, “conservar”, “defender”, “abrigar” e nenhum desses termos exime a pessoa da responsabilidade de se conduzir e melhorar-se.
Navio salvo de risco iminente não está exonerado da viagem, na qual enfrentará naturalmente perigos novos, e doente salvo da morte não se forra ao imperativo de continuar nas tarefas da existência, sobrepujando percalços e tentações.
O Evangelho não deixa dúvidas quanto a isso. Pedro, salvo da indecisão, é impelido a sustentar-se em trabalho até a senectude das forças físicas. Paulo, salvo da crueldade, é constrangido a esforço máximo, na própria renovação, até o último sacrifício
Se experimentas o coração chamado à verdade pela Doutrina Espírita, compreendamos que a salvação terá efetivamente chegado até nós. Não aquela que pretende investir-nos, ingenuamente, na posse de títulos angélicos, quando somos criaturas humanas, com necessidade de aprender, evoluir, acertar e retificar-nos, mas sim a salvação no verdadeiro sentido, isto é, como auxílio do Alto para que estejamos no conhecimento de nossas obrigações, diante da Lei, dispostos a esposá-las e a cumpri-las.
Sobretudo, não nos detenhamos em frases choramingueiras, perdendo mais tempo sobre o tempo perdido. Reconheçamos com o apóstolo eu “o tempo sobremodo oportuno” para a salvação ou, melhor, para a corrigenda de nossos Eros e aproveitamento da nossa vida, chama-se agora.
XAVIER, Francisco Cândido – Palavras de Vida Eterna – Ditado pelo espírito de Emmanuel, Editora Comunhão Espírita Cristã, Edição nº 34 de 2007, Páginas:  322 à 323, Uberaba – Minas Gerais/1965.