quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Evangelho no Lar



O Evangelho no Lar é uma prática familiar com a finalidade de esclarecimentos para os encarnados e desencarnados baseada na leitura da obra básica “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. É um estudo de capítulo por capítulo, na sequência ou que pode ser aberto ao “acaso”.

A prática constante do Evangelho no Lar traz muitos benefícios para o seu lar e para os envolvidos da mesma, auxiliando na proteção da casa e também no equilíbrio daqueles que dele participam, além de levar esclarecimentos aos Espíritos que ali estejam presentes e que podem se beneficiar desta reunião familiar.

Deve ser dedicado um ou mais dias da semana e definir horário para a reunião no lar, porém, durante a realização do Evangelho no Lar, Espíritos amigos vêm lhe ajudar e com isso Ele estará dedicando-se a vir naquele dia e horário da semana que você estipulou, por isso é muito importante seguir com disciplina de horários e dias, pois os Espíritos estão dispostos a nos ajudar, mas não podem estar ao nosso auxílio a qualquer hora, pois Eles tem compromissos, e se reservam a estar presentes nos dias e horários que você estipulou.

A realização do Evangelho No lar deve durante entre 10 a 20 minutos no máximo, e segue-se as seguintes etapas: Prece Inicial – Leitura do Evangelho – Comentários sobre o Evangelho - Vibrações – Prece Final.

Prece Inicial – Basicamente é realizada uma prece pedindo auxílio do plano espiritual para a realização do Evangelho no Lar, para que os Bons Espíritos venham em auxílio da reunião e que lhes dêem proteção contra ideias erradas, que possam vir auxiliar a todos os Espíritos desencarnados e encarnados que ali estejam. Porém, como o Evangelho no Lar é uma reunião familiar e particular, na prece inicial você pode realizá-la da forma que lhe for própria.

Leitura do Evangelho – Normalmente é indicado que se inicie a leitura do Evangelho da Introdução até o capítulo 27, e que seja uma leitura sequencial, pode ser a cada três parágrafos ou mais, tudo depende da disposição de quem está fazendo a leitura. A leitura deve ser com calma e clara, em voz alta(não é gritando) para que os Espíritos desencarnados que ali estejam também possam ouvir.

Comentários sobre o Evangelho – Deve ser realizado um breve comentário sobre o que você entendeu sobre a leitura realizada, neste comentário, é desnecessário ficar apontando ou identificando erros ou ações de pessoas, se achar necessário aponte apenas os seus.

Vibrações – Neste momento faça uma prece por um familiar doente, ou por um grupo de pessoas, ou por uma nacionalidade. Este é o momento em que você dedica a prece a alguém ou um grupo de pessoas, pode ser de sua família ou não.

Prece Final – Findada as vibrações, o Evangelho no Lar é encerrado com a prece final, agradecendo a presença dos Espíritos amigos, e as lições que aprenderam naquele dia, e também pode ser comentada na prece final qualquer outra palavra que achar necessário, realizar o Pai Nosso, prece de Cáritas, enfim, é uma mensagem sua para com Deus.

É muito importante que no Evangelho no Lar estejam reunidos todos os familiares e amigos que desejarem voluntariamente participar, por isso os horários e os dias devem ser definidos de forma que todos possam estar presentes naquele momento.

Cada etapa do Evangelho deve ser realizada por pessoas diferentes, onde que todos possam participar, e assim vão se revezando na prática, caso você esteja fazendo sozinho deve seguir todas as etapas sendo realizadas em voz alta.

Caso você more em uma casa onde todos não aceitam a prática do Evangelho no Lar, pode então, neste caso, ser realizado em seu quarto, antes de dormir ou após os moradores do lar não estiverem mais presentes no local ou dormindo, para que você possa realizá-lo sem ter problemas com eles, dessa maneira, não sofrendo com os pensamentos e ideias de repúdio ou raiva que pode atrapalhar você durante a prática.

Você pode estar pensando, mas ninguém quer fazer comigo, devo fazer sozinho? É fundamental que realize sozinho, quando não há aprovação dos outros, pois o Evangelho no Lar, estará te auxiliando, ajudando quem mora com você e também todos os Espíritos que por ventura estejam presentes ai em seu lar.

Muitos Espíritos inferiores são beneficiados pela pratica do Evangelho no Lar, pois ao ouvirem o esclarecimento da mesma, mais cedo ou mais tarde, são auxiliados por Espíritos amigos que os recolhem até as colônias ou outros lugares de apoio espiritual. O Evangelho no Lar é uma forma de você ajudar no resgate de Espíritos.

É muito importante que durante a realização do Evangelho no Lar não haja manifestação espiritual, pois este não é o intuito desta reunião, que foi instituída para a realização familiar, do lar, e não para a prática da mediunidade.

Outra consideração importante é que pelo menos uma hora antes e após a realização da reunião evite todo tipo de energia negativa possível: pensamentos, ações, televisão, internet, etc. tudo que traga energia ruim para o seu lar, pois assim como nas reuniões mediúnicas requer um preparo que antecede a mesma por parte dos médiuns, devemos cumprir o mesmo rigor para as reuniões em família.

E finalizamos dizendo que se você têm filhos pequenos, e se estas forem muito ativas ou agitadas, talvez tenha que se dedicar a prática do Evangelho em horários em que elas estejam dormindo ou que não possam estar distraindo você. É essencial que crie um horário e dia dedicado ao Evangelho no Lar com elas, onde você pode realizar a reunião com elas através de livros espíritas para crianças.

Caso pessoas de outra religião queiram participar e não queiram ler “O Evangelho Segundo o Espiritismo” faça a leitura do Evangelho você e depois convide-a a ler uma passagem ou pequeno trecho de seu livro sagrado e fazer o comentário ou você faz o comentário do que entendeu, uma vez que, todas as obras sagradas de todas as religiões se complementam e têm similaridades, não há nada de errado em deixar um familiar judeu ler o Antigo Testamento, ou um muçulmano ler o Alcorão, um budista ler Tripitaka, etc... não há problema nenhum, todos amam a Deus e querem até Ele chegar, é melhor tê-los participando do que se sentirem excluídos e ficarem tristes, chateados ou achar que Espiritismo é exclusivos aos espíritas, mas lembre-se deve-se manter o respeito e a boa vibração, se houver embates ou discordâncias, o melhor é fazer sozinho.

Como afastar os maus Espíritos?

Autor: Jeferson Souza

Você sabe o que fazer para afastar os maus Espíritos de sua vida? Neste artigo comentaremos o que será preciso fazer.


Você sabia que é possível afastar de sua vida os maus Espíritos sem a necessidade da intervenção de um médium ou centro espírita? Não sabia? Então, leia até o final e você entenderá como o Espiritismo poderá ajudá-lo.

Porém antes de abordamos o tema principal de nosso artigo necessitamos comentar como atraímos estes Espíritos. 

Nós estamos nos relacionando o tempo todo com Espíritos encarnados e desencarnados, no entanto, nós temos aqueles que apreciamos a sua companhia que são conhecidos como Espíritos simpáticos, mas temos também aqueles não temos qualquer tipo de simpátia e, às vezes, sentimos até repulsa, estes são conhecidos com os Espíritos antipáticos.

Mas é importante esclarecer que antipátia, não quer dizer que aqueles Espíritos encarnados ou desencarnados são pessoas arrogantes, esnobes, etc..., existem os que são, mas antipátia aqui abordado pelo Espiritismo, quer dizer, são aquelas pessoas que não temos qualquer tipo de vínculo afetivo ou relacional, ou seja, são pessoas que não temos nenhuma afinidade.

* Estudar "O Livro dos Espíritos, cap. VII - Relações Simpáticas e Antipáticas dos Espíritos – Metades Eternas"

Já que sabemos que podemos ter em nossas vidas dois grupos de relacionamentos (Simpáticos e Antipáticos) é necessário compreender que temos por amigos, por exemplo, aqueles que tenhamos uma estima, um apreço, uma igualdade ou semelhanças de ideias e atitudes; os seguimos e gostamos de sua companhia.

Mas torna, chato, monótono ou até entediante estar ao lado e fazer parte daquele grupo onde não tenhamos qualquer tipo de afinidade, e disso podem surgir reações de repulsa as atitudes e ideias por elas abordadas ou vivenciadas, e por isso, é comum que queiramos distância.

Compreendendo estes conceitos básicos do relacionamento, podemos nos aprofundar mais no tema. Assim como há pessoas encarnadas que se aproximam de nós por apreço as nossas atitudes e ideias, há Espíritos que também se afinizam conosco e que nos inspiram e induzem em nossas ações, pensamentos, atitudes e ideias.

Se somos pessoas mesquinhas e futeis, é normal que pessoas e Espíritos que possuem as mesmas características morais que a gente se aproximem e criem um relacionamento conosco, pois os bons não se simpatizaram conosco, o mesmo sucede se nós somos Boas pessoas, aqueles que não são bons ou que são bons, mas possuem ideias divergentes não compactuarão conosco.

No plano espiritual, os desencarnados se aproximam da gente, de acordo com o nosso estado de Espírito, se estamos tristes, a Lei de Sintonia, trará para perto de nós, pessoas e Espíritos de mesma ordem, se estamos felizes esta Lei universal também agirá, pois, é tudo questão de saber sintonizar-se, pois querendo ou não, somos como um rádio que emite frequências e são captadas por aqueles que a ela se sintonizam, e nós nos sintonizamos com aqueles que emitem a mesma frequência que nós vibramos.

Mas, afinal, como fazer para afastar os maus Espíritos? Allan Kardec faz alguns questionamentos sobre o tema, mas separamos para vocês 5 questionamentos e as respostas que os Espíritos nos oferecem são magníficas.

"467 – Pode-se se libertar da influência dos Espíritos que nos solicitam ao mal?
– Sim, porque eles não se ligam senão aos que os solicitam por seus desejos ou os atraem por seus pensamentos.

468 – Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade, renunciam às suas tentativas?
– Que queres tu que eles façam? Quando não há nada a fazer, eles cedem o lugar; entretanto, aguardam o momento favorável, como o gato espreita o rato.

469 – Por que meios se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos?
– Fazendo o bem e colocando toda a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores, e destruís o império que eles querem tomar sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos Espíritos que suscitam em vós os maus pensamentos, sopram a discórdia entre vós e vos excitam todas as más paixões. Desconfiai, sobretudo, daqueles que exaltam vosso orgulho porque vos tomam por vossa fraqueza. Eis porque Jesus nos faz dizer na oração dominical: “Senhor! não nos deixeis sucumbir à tentação, mas livrai-nos do mal”.

"475 – Pode-se, por si mesmo, afastar os maus Espíritos e se libertar de sua dominação?
– Pode-se sempre sacudir um jugo, quando se tem vontade firme."

"478 – Há pessoas animadas de boas intenções e que não são menos obsedadas; qual é o melhor meio de se livrar dos Espíritos obsessores?
– Cansar sua paciência, não tomar conhecimento de suas sugestões, mostrar-lhes que perdem seu tempo; então, quando vêem que não têm nada a fazer, eles se vão."

Poderíamos abordar outras questões levantadas por Allan Kardec, mas seria nos alongar no tema. Podemos perceber nas questões e nas respostas oferecidas pelos Espíritos, que nos é possível afastar os Espíritos, de forma voluntária, sem a necessidade de tercerizar uma intervenção, desde que tenhamos disciplina de atitudes e pensamentos, vontade firme em fazer o Bem, e tudo é regido pela sinceridade das nossas intenções.

Pois é a intenção que demonstra o que somos na realidade. Dar coisas, por exemplo, é fácil dissimular nesta boa ação, uma intenção oposta a ação, portanto, a intenção por detrás de todo trabalho no Bem é fundamental para que possamos de fato buscar o equilibrio essencial para o nosso Espírito.

Divaldo Pereira Franco, nos solicita que saibamos educar o nossos pensamentos, que possamos não repelir os maus pensamentos e as más tendências, mas que saíbamos trocar este pensamento ou está ideia por outra melhor, e dar continuidade neste trabalho de mudança de polaridade, e desta forma, poderemos, com o tempo, tornar este processo automático.

Se queremos sair da sintonia de atração de baixa elevação, é necessário que aprendamos a elevar a nossa própria sintonia, desta forma, mesmo que os Espíritos inferiores tentem conexão conosco, não conseguirão.

Vamos abordar mais uma questão levantada por Kardec:

"479 – A prece é um meio eficaz para curar a obsessão?
– A prece é um poderoso socorro em tudo; mas, crede bem, não basta murmurar algumas palavras para obter o que se deseja. Deus assiste aqueles que agem e não aqueles que se limitam a pedir. É necessário, pois, que o obsidiado faça, a seu turno, aquilo que é necessário para destruir, em si mesmo, a causa que atrai os maus Espíritos."

Nesta última questão que iremos abordar neste artigo, reflete muito bem a nossa necessidade de reforçar que é a vontade firme de mudança em todos os aspectos de nossa vida para que possamos desta forma estar em equilíbrio e por nossa influência espiritual, os Espíritos inferiores possam desistir da obsessão.

Lembremo-nos da profunda mensagem de que a cada novo dia é possível realizar um novo recomeço em nossas vida, basta querermos com firmeza no propósito.

Consequências destrutivas que a pornografia tem sobre as pessoas


26 razões para abandonar pornografia.

A lista abaixo, discorre uma série de consequências sobre as influências negativas que a pornografia tem sobre as pessoas, e principalmente para um seguidor de Jesus.

1. Alienação de Deus. Você não mais se sente próximo de Deus. Você não experimenta o poder de Deus. Você não mais tem a alegria de sua salvação.


2. Cega você para as consequências. Temporariamente te desliga da sua caminhada com Deus, de seus relacionamentos. Te cega sobre o que te acontecerá espiritual, física, emocional, mental, social, vocacional e relacionalmente.

3. Cria expectativas irrealistas. os indivíduos  começam a pensar que toda pessoa deveria se parecer com aquelas e que esse tipo de relação é como seu relacionamento deve ser.

4. Distorce sua visão do sexo. A pornografia te faz acreditar que o sexo é somente para o seu prazer e que outras pessoas são simplesmente objetos a serem usados, ao invés de criações de Deus que devem ser honradas e respeitadas.

5. Nunca é o bastante. A pornografia tem um efeito crescente. Como uma droga, você precisa de mais e mais para satisfazer a lascívia. Ela te leva rapidamente a um caminho de destruição e para bem longe da paz, alegria, e relacionamentos saudáveis.

6. Liberdade sobre o que você pensa e faz é perdida. Você se torna escravo de seus pensamentos excessivamente sensuais que levam a atos excessivamente sensuais.

7. A culpa depois que você vê pornografia. Mas a culpa não é o suficiente para te prevenir de fazer na próxima vez.

8. A sexualidade saudável é obscurecida pela pornografia. Sexo saudável é somente o sexo marital, que inclui sexo regular, sexo altruísta e sexo amoroso.

9. Te isola e faz você se sentir totalmente sozinho e como o único que luta contra a pornografia e a lascívia.

10. Ameaça seu relacionamento casamente ou futuro casamento (se você é solteiro), seu testemunho de Jesus Cristo, e tudo em sua vida que é importante para você. Você põe tudo isso em risco pela pornografia.

11. Te mantém em um ciclo de autodestruição. A pornografia parece medicar a dor em sua vida, mas somente adiciona mais dor à dor. A pornografia te leva a fazer coisas que você nunca pensou que faria. O excesso de sensualisma te levará para mais longe que você gostaria. Ele te manterá mais longe que você gostaria. E te custará mais do que você gostaria de pagar.

12. Lascívia sexual excessiva te leva a atos sexuais excessivos. Pornografia posta em sua mente é como colocar gasolina no fogo do desejo sexual errôneo, resultando em pensamentos e ações destrutivas.

13. Mascara a verdadeira ferida. Você está procurando a cura e torna as coisas piores.

14. Nunca é uma experiência neutra. Você não pode ver pornografia e não ser afetado por isso. Essa experiência é sempre inconsistente com a Palavra de Deus.

15. Objetifica pessoas. A pornografia as transforma em objetos sexuais. Ela sequestra a capacidade de ver uma pessoas mais velhas como uma figura de respeito, uma pessoa da mesma idade como uma irmã ou irmão e uma pessoa mais nova como a figura de um filho ou filha.

16. Traz um prazer muito curto, seguido por dor e mais dor.

17. Abandonar torna-se a luta de uma vida. Uma vez que você permite que a pornografia entre, há uma batalha violenta com os obsessores e com sua velha natureza para se vigiar. Uma vez que você permite que a pornografia entre em sua vida, sempre haverá uma batalha. É uma batalha vencível, mas uma batalha diária.

18. Permanece em sua mente para sempre. Os obsessores mantém aquela imagem repetindo em sua mente para criar um ciclo de luxúria e te levar de volta à pornografia. Você se torna ligado a uma imagem, não a uma pessoa.

19. A vergonha entra em sua vida. Culpa é sentir-se mal por algo que você fez. A vergonha, no entanto, é baseada em sentir-se mal por quem você é. A pornografia traz vergonha. Deus nunca traz vergonha. O mal sempre traz vergonha.

20. A confiança é perdida com as pessoas que você mais ama e respeita.

21. Abre a porta para todo sensualismo. A pornografia é um portal, uma entrada que traz nada de bom e tudo de doloroso, como masturbação compulsiva, desejos, práticas sexuais perigosas, visita a lugares adultos, uso de prostituição, práticas sexuais pervertida e abuso sexual.

22. Viola pessoas. Como? Você está colocando seu selo de aprovação em uma indústria que degrada e desumaniza pessoas.

23. Um convite para olhar para outras pessoas com lascívia.

24. Extingue a verdade. A pornografia promove a mentira. Você mente para os outros, mente para Deus e mente para si mesmo. Você mente mais para cobrir velhas mentiras. Você se torna uma mentira viva.

25. Te liga a uma imagem. Você fica preso e ligado à imagem, ao invés de seu cônjuge  ou futuro cônjuge se você é solteiro.

26. Fecha seus lábios para o louvor a Deus, falar sobre sua fé, contar aos outros como eles podem experimentar Deus.


Fonte: iPródigo

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Videos

Palestra com Anete Guimarães - RJ, sobre o tema: O efeito das emoções em nossas vidas, realizado no Centro Espírita O Clarim em Matão´-SP em 03/08/2018.





Palestra "Critérios de Avaliação da Realidade" com Anete Guimarães em Araçatuba-SP



Sucesso Material x Sucesso Espiritual - Anete Guimarães (Auriflama-SP)


Anete Guimarães: Obsessão - CELV Marília


ANETE GUIMARÃES - Explicações Científicas das Palavras de Jesus



A Caridade Começa Comigo Mesmo" com Rossandro Klinjey © TV Chico Xavier




Autoperdão - Um aprendizado necessário - Rossandro Klinjey

"A sustentável leveza de ser Espírito" - Rossandro Klinjey /14ª Semana Espirita do KSSF 2019


Rossandro Klinjey - perdão, raiva, imaturidade, delicadeza, resistência,

O medo sob a ótica espírita



Quem de nós já não sentiu ou sente medo (ou medos)? Medo do escuro; dos mortos; de aranhas ou cobras; de lugares fechados...

De perder; de lutar; de chorar; de perder quem se ama...

De empobrecer; de não ser amado...

De dentista; de sentir dor...

Da violência; de ser vítima de crimes...

Do vestibular; das provas escolares; de novas oportunidades de trabalho ou emprego...

O medo envolve as pessoas e, generalizadamente, as impede de realizar as mínimas obrigações do dia-a-dia. Ou, de outro modo, as perturba de modo tão profundo, que provoca o desânimo, a prostração, a imobilidade, a depressão...

O certo é que, de uma forma ou de outra, temos de conviver com alguns medos. E evitá-los, muitas vezes, ou esquecê-los...

A própria cultura ou formação religiosa nos incute o medo. Veja-se, por exemplo, a crença do pecado original que a Humanidade, segundo tal entendimento, carrega até hoje. Isto resulta, naturalmente, no medo de Deus e das reprimendas ou represálias que Ele pode lançar sobre as pessoas ou civilizações. Por conseqüência, a religião incute o medo do futuro, a vida além-morte, já que, segundo o entendimento dominante, a passagem nos levará a uma de três situações: Céu, Inferno e Purgatório. Como raros são os que se consideram habilitados para o Paraíso, não nos considerando criaturas tão evoluídas ou merecedoras assim, dentre as possibilidades possíveis, ou iremos para o Inferno ou - dos males o menor – para o Purgatório. E teremos de suportar mais sofrimentos. Então, tememos por eles...

Restringindo um pouco mais o alcance do entendimento do medo, podemos analisar os chamados medos dos espíritas, ou os medos decorrentes do contato com a filosofia espírita. São eles:

Medo da vida; da morte; do futuro; dos relacionamentos; dos outros; dos Espíritos; da reencarnação; do destino...

Temos medo da vida, ou seja, do que a vida nos oferece em termos de conjuntura e possibilidades. Na verdade, o medo é de fracassarmos no resgate de erros pretéritos ou da experimentação, por novas provas que poderiam, ambas (provas e expiações), nos garantir o ingresso em melhores condições espirituais futuras.

Medo da morte, porque por mais que possamos ler obras que relatam a vida no Plano Espiritual e os depoimentos daqueles que lá estão, ainda somos céticos em aceitar tais informações como verdades, primeiro porque não temos recordação de nossos “retornos”, segundo porque não nos achamos, muitas vezes, nos mesmos patamares daqueles que nos trazem informações “do lado de lá”.

O medo do futuro acha-se associado à pós-morte, como visto acima, mas também enquadra a extensão dos dias de nossa atual experiência encarnatória, imaginando que haverá, ainda, muitos débitos para serem ajustados e experiências desconhecidas, as quais não temos idéia se conseguiremos ou não administrar e sermos exitosos.

Quanto aos relacionamentos, tendo em vista o nível comum dos seres que habitam este orbe, temos medo de “nos abrirmos” ao outro, com receio de sermos enganados, machucados, prejudicados. Disto resulta a ausência de plenitude, de envolvimento, de vivência dos sentimentos e das sensações que fazem parte da própria vida, ou seja, é impossível saber o “gosto” das coisas e situações sem experimentá-las.

Então, temos medo dos outros, de que eles nos possam causar mal, em qualquer dos ambientes em que nos inserimos: o colega de trabalho ou estudo, o vizinho, o conhecido, o amigo, o parente... Todos, ou quase, nos representam ameaças vivas àquilo que projetamos ou desejamos para nós. Contudo, de igual forma como o anterior, não é possível antever com certeza absoluta e plena “quem” é o outro, “como” ele se comporta ou “por quê” ele age dessa ou daquela maneira. Somente vivenciando é que saberemos se o outro é companheiro ou inimigo, se quer nos ajudar ou prejudicar...

Curiosamente, de todos os medos antes listados, comuns aos espíritas, o mais intrigante é o de Espíritos. Afinal, no cotidiano das instituições espíritas, com seus diversificados trabalhos, o contato e a parceria entre nós e eles, isto é, entre encarnados e desencarnados, é a matéria-prima da atividade espiritista. Como podemos temê-los, se a teoria kardequiana nos explica, detalhadamente, quem são eles, quais suas características e de que modo se processam as relações entre “vivos” e “mortos”? Há espíritas, muitos mesmo, por aí, que se arrepiam ante a perspectiva de travarem qualquer contato com “os Espíritos”, de presenciarem qualquer fenômeno mediúnico. Chegam a ter medo de dormir, de ficar sozinhos, de apagar a luz, na iminência de serem “surpreendidos” por alguém que já está “do outro lado”.

E por que, então, têm eles medo da reencarnação? Porque, pela interpretação espírita, quando não aproveitamos as situações de nossa atual existência e continuamos a perseverar no erro, provavelmente teremos de retornar em condições existenciais mais difíceis, com maiores provas e sujeitos à reparação de outros débitos. Então o ser olha para si, para sua vida, para aquilo que considera quase impossível de realizar ou melhorar, e sente enorme receio de ter que retornar a este “vale de lágrimas”.

Por fim, há o medo do “destino”, como se este existisse, como se, a cada um de nós, estivesse “reservado” isso ou aquilo, desse ou daquele modo. Enxergamos a vida como se ela fosse pré-traçada de modo definitivo (ou quase) e que não pudéssemos, nós, alterar-lhe o curso pré-estabelecido.

Assim sendo, caberia a pergunta: – Por que o Espiritismo destrói o medo em nós?

A resposta possui várias vertentes ou condicionantes que, somados e bem compreendidos, podem nos auxiliar a superar os medos que vivenciamos:

1. Somos Espíritos, logo, somos seres imortais. Não somos aniquilados e a eventual destruição do planeta, pela ação humana, não nos deixará “sem morada”. Daí, Vida e Morte serem etapas da trajetória espiritual a que todos estamos sujeitos;

2. Reencarnamos porque precisamos. Somente a teoria das vidas sucessivas pode explicar as desigualdades entre os Espíritos (encarnados ou desencarnados). É por ela que todos os Espíritos podem experimentar as diversas contingências da evolução (provas, expiações, missões), de modo que, em cada uma das encarnações, o ser poderá viver sob diferentes condições, entre as quais a riqueza, a pobreza, a fartura, a necessidade, a inteligência privilegiada, a limitação dos sentidos, a beleza, a feiúra, entre outros. Por conseqüência, o progresso é sempre ascendente, razão pela qual é acertado dizer que, hoje, somos infinitamente melhores do que já fomos.

3. Não há destino, sorte ou azar. Deus não escolhe (premia ou pune) os indivíduos a seu bel-prazer ou mediante critérios personalísticos e discutíveis. Deus não castiga, nem recompensa. Nós é que recebemos o efeito daquilo que praticamos. Somos, sempre, o resultado de nós mesmos. As lutas que travamos são sempre contra nós mesmos, em relação às nossas imperfeições morais. O resultado, quando exitoso, importa no avanço na escala evolutiva, que representa a vitória sobre nossas limitações e o credenciamento a outras (e melhores) oportunidades.

4. O passado espiritual de cada um, por certo, é composto por erros, limitações, dívidas. Mas a Justiça e a Contabilidade divinas que administram nossas idas e vindas, sob diferentes roupagens, não são baseadas em automatismos ou abordagens cartesianas (do tipo pagar na mesma moeda o mal causado). A dinâmica das Leis Espirituais comporta um mecanismo perene e perfeito de “dar a cada um segundo suas obras”, isto é, de considerar, a cada passo, em cada evento, tanto o que fizemos de errado quanto o que obramos em acerto, o que deixamos de fazer e a responsabilidade, pessoal e intransferível em relação a cada procedimento (ação ou omissão).

5. O presente, a vida física nos direciona à necessidade de agirmos como pessoas encarnadas, vivenciando as experiências do ser material, mas com a atenção às questões de natureza espiritual (tal como asseverou Jesus, “viver no mundo sem ser do mundo”). Ou seja, viver do melhor modo possível, aproveitando os capítulos da vida como meios de aprendizado e busca da felicidade, ainda relativa.

6. O futuro deve ser encarado sob duplo viés: a) a vida no Plano Espiritual, com características bastante similares à vida física, pois continuamos a ser o que somos, com nossas simpatias e antipatias, gostos e pendências, valores e limitações; e, b) o preparo para novas encarnações, nas quais ocorrerá a nossa depuração, até galgarmos os estágios da Escala Espiritual.


A arma para vencer todos os medos (assim como as limitações espirituais) é, sempre, o conhecimento. Conhecimento que deriva da informação acerca das realidades física e espiritual, o primeiro decorrente das pesquisas e experiências científicas e, o segundo, do intercâmbio mediúnico e do desenvolvimento de teses espíritas. O conhecimento, porém, não é só mera teoria. De nada valem as decorebas das questões e máximas espíritas. Isto é somente informação. Esta, para transmudar-se em conhecimento, há que estar aliada à prática, à conduta, que nos qualificará como seres em contínua evolução, superando medos e limitações.








Por MARCELO HENRIQUE PEREIRA

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

FEB esclarece sobre atuação de médiuns curadores

A Doutrina Espírita atua com o trabalho de caridade material e espiritual desinteressada, sem nenhum propósito a não ser o de auxiliar os necessitados.

“Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: Dai de graça o que de graça recebestes” (O evangelho segundo o Espiritismo, cap. 26)
.
O Espiritismo orienta que o serviço espiritual não deve ocorrer isoladamente, apenas com a presença do médium e da pessoa assistida. Não recomenda, portanto, a atividade de médiuns que atuem em trabalho individual, por conta própria. Estes não estão vinculados ao Movimento Espírita, nem seguindo sua orientação.

A Federação Espírita Brasileira, junto ao Movimento Espírita, fundamentada na tríade Deus, Cristo e Caridade, pratica o bem, levando consolo e esclarecimento à humanidade.

“Não é a mediunidade que te distingue. É aquilo que fazes dela”. (Emmanuel, em Seara dos Médiuns, cap. 12, psicografado por Chico Xavier).

Mensagem aos Médiuns

Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade, afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o da renúncia, da abnegação e dos sacrifícios espontâneos. Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.
Médiuns! A vossa tarefa deve ser encarada como um santo sacerdócio; a vossa responsabilidade é grande, pela fração de certeza que vos foi outorgada, e muito se pedirá aos que muito receberam. Faz-se, portanto, necessário que busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta, o que seria crestar com as vossas próprias mãos as flores da esperança numa felicidade superior, que ainda não conseguimos alcançar! Pesai as consequências dos vossos mínimos atos, porquanto é preciso renuncieis à própria personalidade, aos desejos e aspirações de ordem material, para que a vossa felicidade se concretize.
11.1 Vigiar para Vencer
Felizes daqueles que, saturados de boa-vontade e de fé, laboram devotadamente para que se espalhe no mundo a Boa-Nova da imortalidade. Compreendendo a necessidade da renúncia e da dedicação, não repararam nas pedras e nos acúleos do caminho, encontrando nos recantos do seu mundo interior os tesouros do auxílio divino. Acendem nos corações a luz da crença e das esperanças, e se, na maioria das vezes, seguem pela estrada incompreendidos e desprezados, o Senhor enche com a luz do seu amor os vácuos abertos pelo mundo em suas almas, vácuos feitos de solidão e desamparo.
Infelizmente, a Terra ainda é o orbe da sombra e da lágrima, e toda tentativa que se faz pela difusão da verdade, todo trabalho para que a luz se esparja fartamente encontram a resistência e a reação das trevas que vos cercam. Daí nascem as tentações que vos assediam, e partem as ciladas em que muitos sucumbem, à falta da oração e da vigilância apregoadas no Evangelho.
11.2 Quem são os Médiuns na sua Generalidade
Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. São almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia.
11.3 As Oportunidades do Sofrimento
As existências dos médiuns, em geral, têm constituído romances dolorosos, vidas de amargurosas dificuldades, em razão da necessidade do sofrimento reparador; suas estradas, no mundo, estão repletas de provações, de continências e desventuras. Faz-se, porém, necessário que reconheçam o ascetismo e o padecer, como belas oportunidades que a magnanimidade da Providência lhes oferece, para que restabeleçam a saúde dos seus organismos espirituais, combalidos nos excessos de vidas mal orientadas, nas quais se embriagaram à saciedade com os vinhos sinistros do vício e do despotismo.
Humilhados e incompreendidos, faz-se mister que reconheçam todos os benefícios emanantes das dores que purificam e regeneram, trabalhando para que representem, de fato, o exemplo da abnegação e do desinteresse, reconquistando a felicidade perdida.
11.4 Necessidade da Exemplificação
Todos os médiuns, para realizarem dignamente a tarefa a que foram chamados a desempenhar no planeta, necessitam identificar-se com o ideal de Jesus, buscando para alicerce de suas vidas o ensinamento evangélico, em sua divina pureza; a eficácia de sua ação depende do seu desprendimento e da sua caridade, necessitando compreender, em toda a amplitude, a verdade contida na afirmação do Mestre: “Dai de graça o que de graça receberdes.”
Devendo evitar, na sociedade, os ambientes nocivos e viciosos, podem perfeitamente cumprir seus deveres em qualquer posição social a que forem conduzidos, sendo uma de suas precípuas obrigações melhorar o seu meio ambiente com o exemplo mais puro de verdadeira assimilação da doutrina de que são pregoeiros.
Não deverão encarar a mediunidade como um dom ou como um privilégio, sim como bendita possibilidade de reparar seus erros de antanho, submetendo-se, dessa forma, com humildade, aos alvitres e conselhos da Verdade, cujo ensinamento está, frequentemente, numa inteligência iluminada que se nos dirige, mas que se encontra igualmente numa provação que, humilhando, esclarece ao mesmo tempo o espírito, enchendo-lhe o íntimo com as claridades da experiência.
11.5 O Problema das Mistificações
O problema das mistificações não deve impressionar os que se entregam às tarefas mediúnicas, os quais devem trazer o Evangelho de Jesus no coração. Estais muito longe ainda de solucionar as incógnitas da ciência espírita, e se aos médiuns, às vezes, torna-se preciso semelhante prova, muitas vezes os acontecimentos dessa natureza são também provocados por muitos daqueles que se socorrem das suas possibilidades. Tende o coração sempre puro. É com a fé, com a pureza de intenções, com o sentimento evangélico, que se podem vencer as arremetidas dos que se comprazem nas trevas persistentes. É preciso esquecer os investigadores cheios do espírito de mercantilismo!…
Permanecei na fé, na esperança e na caridade em Jesus Cristo, jamais olvidando que só pela exemplificação podereis vencer.
11.6 Apelo aos Médiuns 
Médiuns, ponderai as vossas obrigações sagradas! preferi viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis. Recordai-vos de que é preciso vencer, se não quiserdes soterrar a vossa alma na escuridão dos séculos de dor expiatória. Aquele que se apresenta no Espaço como vencedor de si mesmo é maior que qualquer dos generais terrenos, exímio na estratégia e tino militares. O homem que se vence faz o seu corpo espiritual apto a ingressar em outras esferas e, enquanto não colaborardes pela obtenção desse organismo etéreo, através da virtude e do dever cumprido, não saireis do círculo doloroso das reencarnações.
Do livro: Emmanuel
Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
FEB Editora

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Causas das Aflições

Por João Paulo Bittencourt Cardozo

O Mestre Jesus, em suas andanças pela Terra, certa vez disse “bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados” (S. Mateus, cap. V, v. 5). Quando refletimos sobre nossas vidas, e constatamos a quantos sofrimentos estamos sujeitos, e o quanto padecem as pessoas em geral, inevitavelmente perguntamo-nos: por que tudo isso? Há alguma utilidade nas aflições? A resposta à primeira pergunta é: sofremos por conseqüência de nossos próprios atos. A resposta à segunda já nos deu o próprio Cristo: as aflições vêm para o nosso crescimento e, assim, para o nosso bem.

O Dicionário Aurélio define aflição como agonia, atribulação, angústia, sofrimento. Sob certo ponto de vista, é tristeza, mágoa, dor ou, ainda, preocupação, inquietação.

Nossa dificuldade em compreender as aflições deriva de nossa dificuldade de compreender Deus. As pessoas normalmente fazem-Lhe idéia errada, imaginando-o como um bom velhinho de barbas brancas, sentado num trono celestial. Isso decorre, entretanto, da tendência que temos de definir aquilo que não conhecemos com uma imagem humana, que é algo que conhecemos. Sabemos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, mas não no corpo, e sim em espírito, como uma essência inteligente.

Na questão nº 1 de “O Livro dos Espíritos”, perguntou Allan Kardec aos Espíritos Superiores “que é Deus”, tendo eles respondido “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. No atual estágio evolutivo da Humanidade, ainda primitivo e mais próximo do homem das cavernas que do anjo, não temos condições de ter uma compreensão exata de Deus. No entanto, algumas de suas características já são de nosso conhecimento, pois o sabemos imutável, imaterial, único, onipotente e, acima de tudo, soberanamente justo e bom. A razão é que nos demonstra, pois, se deixasse de ter qualquer uma destas características, já não mais seria Deus.

Com isso começamos a entender o porquê das aflições: se Deus é soberanamente justo, toda aflição, todo sofrimento que temos é justo, pois só o temos porque Ele permite. Se Deus é soberanamente bom, não sofremos porque Ele o quer, mas sim como conseqüência dos nossos próprios atos.

É exatamente esta a explicação que nos dá a Doutrina Espírita em dois de seus postulados básicos, a lei de causa e efeito e a reencarnação. A lei da física segundo a qual toda ação gera uma reação de idêntica potência tem uma aplicação em nossas vidas e em nossos atos maior do que imaginamos. Sempre que praticamos atos maus, prejudicando nossos semelhantes, produzimos sobre nós os mesmos efeitos, assim também quando falamos ou simplesmente pensamos o mal. Mas – aí o aspecto positivo –, tudo o que fizermos de bom, que seja benéfico às outras pessoas, a nós retorna com as mesmas características.

A reencarnação é uma conseqüência necessária da soberana justiça e bondade de Deus. 

Não fosse por ela, como explicar a existência de pessoas más que navegam no mar da vida sem qualquer atribulação, ao lado de pessoas boas, totalmente dedicadas ao próximo, que padecem os mais brutais sofrimentos? Mais do que isso, como entender a morte prematura de uma criança em tenra idade? É nas sucessivas reencarnações, em que progressivamente ocupamos os mais variados papéis no teatro do mundo, que a soberana justiça e bondade de Deus impõem as devidas compensações, fazendo-nos sofrer as conseqüências das ações más que porventura tenhamos praticado e, melhor do que isso, colher os frutos de nossas boas obras.

Desse modo, se sofremos é porque, em nossas próprias ações, infringimos as leis divinas ou naturais, bem sintetizadas por Jesus Cristo ao nos recomendar amar ao nosso próximo como a nós mesmos.

No entanto, não devemos acreditar que nossos sofrimentos atuais são decorrência pura e simplesmente de nossas encarnações passadas. Allan Kardec, no Capítulo V de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, bem nos mostra que a quase totalidade de nossas dores são conseqüências de nossos atos nessa mesma encarnação em que ora transitamos (item 4). Pondera o Codificador, em diversos exemplos, quantos estão endividados porque não sabem viver com quanto ganham? Quantos os casamentos fracassados porque os cônjuges deixam de dialogar e se perdoar em acontecimentos insignificantes? Quantas doenças seriam evitadas se as pessoas não cometessem excessos de alimentação, ou se abandonassem vícios perniciosos como o álcool e o fumo? Quantos os filhos que seguem o caminho do vício porque os pais, no momento adequado, na infância, deixaram de lhes dar limites e os ensinar por bons exemplos?

Assim, se estamos sofrendo e olharmos com honestidade para dentro de nós mesmos, certamente constataremos que a causa desse sofrimento está em ações passadas por nós praticadas, quase sempre na atual encarnação.

Isso, entretanto, não significa que devemos simplesmente nos deixar sofrer sem nada fazer por nosso bem estar.

A dor física nos mostra que algo não está bem em nossa saúde: procuramos o médico, fazemos o tratamento adequado e recompomos o nosso bem estar. A aflição, a seu turno, demonstra-nos que estamos tomando caminhos errados em nossa vida e que temos que corrigir o curso.

A aflição, o sofrimento são como o despertador na madrugada: serve apenas para nos acordar, logo após o desligamos. Assim como não há quem deixe o despertador ligado o dia inteiro, devemos simplesmente “acordar” diante do sofrimento e, sem seguida, fazer o que seja necessário para “desligá-lo”, corrigindo as ações equivocadas que nos fazem sofrer.

E a Doutrina Espírita está aí, justamente, para nos auxiliar a descobrir o que está errado em nossa vida e a retomar o correto caminho. Para nos lembrar que todos os recursos da Espiritualidade Superior estão à disposição de todos nós. Os bons espíritos sempre tentam nos influenciar para o bem, nós é que os impedimos quando nos fixamos em aspectos negativos, como egoísmo, orgulho, medo, raiva, rancor.

É urgente, portanto, que olhemos para dentro de nós mesmos e reflitamos sobre por que estamos sofrendo, a fim de mudar de atitude, aproveitando o que de bom nos proporciona a Doutrina Espírita em matéria de reflexão e oportunidades de praticar o bem, tornando-nos felizes pura e simplesmente por estarmos cumprindo a lei maior que nos recomenda fazer ao próximo o que gostaríamos que a nós fosse feito.

Concluímos com Joanna de Ângelis em sua belíssima obra “Iluminação Interior” (psicografia de Divaldo Pereira Franco, cap. 18), ao nos dizer que não sofrer é uma pretensão utópica no atual estágio de evolução da Humanidade. No entanto, muitos sofrimentos podem ser modificados se as pessoas compreenderem por que eles existem e alterarem sua conduta diante deles, dispondo-se à renovação, pois a felicidade “não é ausência de dor, mas a perfeita compreensão da sua finalidade”.


Causa das Aflições
Sérgio Biagi Gregório

RESUMO:
1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico. 4. Dor e Sofrimento: 4.1. Especificando os Termos; 4.2. Necessidade da Dor; 4.3. Tipos de Dor. 5. Lei de Ação e Reação: 5.1. Tempo; 5.2. O Merecimento. 6. Causas das Aflições: 6.1. Causas Atuais das Aflições; 6.2. Causas Anteriores das Aflições; 6.3. Justiça das Aflições. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO
Por que tanto sofrimento ao redor de nossos passos? Por que uns nascem na miséria e outros na opulência? Por que para uns tudo dá certo e para outros não? Estas são algumas dentre as muitas questões que ficam sem resposta lógica, quando analisamos a vida do ponto de vista de uma única encarnação. Olhemos a vida numa perspectiva mais ampla e obteremos respostas para todas essas dúvidas.

2. CONCEITO
Aflição – do latim afflictione. 1. Agonia, atribulação, angústia, sofrimento. 2. Tristeza, mágoa, pesar, dor. 3. Cuidado, preocupação, inquietação, ansiedade. 4. Padecimento físico; tormento, tortura. (Dicionário Aurélio)

Aflição, na essência, é o reflexo intangível do mal forjado pela criatura que o experimenta, e todo mal representa vírus de alma suscetível de alastrar-se ao modo de epidemia mental devastadora.

Freqüentemente, aflição é a nossa própria ansiedade, respeitável mas inútil, projetada no futuro, mentalizando ocorrências menos felizes que, em muitos casos, não se verificam como supomos e, por vezes, nem chegam a surgir. (Equipe FEB, 1997)

3. HISTÓRICO
O ser humano, premido pela necessidade, sempre buscou inventar aparelhos que lhe possibilitassem viver melhor. No que tange à dor, os antropólogos descobriram, já na Antigüidade, diversos instrumentos de cura. De lá para cá, as descobertas de novas técnicas se incrementaram. Foram inventados os raios-X, a anestesia, o laser e outros. Tudo para melhorar a saúde dos habitantes deste planeta.


4. DOR E SOFRIMENTO

4.1. ESPECIFICANDO OS TERMOS
Dor e Sofrimento — a simples reflexão sobre a dor e o sofrimento basta para evidenciar que eles têm uma razão de ser muito profunda. A dor é um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. Se não fosse a dor sucumbiríamos a muitas doenças sem sequer nos dar conta do perigo. O sofrimento, mais profundo do que a simples dor sensível e que afeta toda a existência, também tem a sua razão de ser. É através dele que o homem se insere na vida mística e religiosa. (Idígoras, 1983)

4.2. NECESSIDADE DA DOR
A dor física anuncia que algo em nós não vai bem e precisa de melhora. Embora sempre queiramos fugir dela, ela nos oferece a oportunidade de reflexão — volta para o nosso interior —, objetivando o conhecimento de nós mesmos.

Dada a grande coerência da dor, tanto sofrem os grandes gênios e como as pessoas mais apagadas. Nesse sentido, observe o sofrimento anônimo daqueles que dão exemplo de santidade aos que lhe sentem os efeitos, mesmos ocultos e sigilosos.


4.3. TIPOS DE DOR
O processo de crescimento espiritual está associado à dor e ao sofrimento. De acordo com o Espírito André Luiz, a dor pode ser vista sob três aspectos:

1) Dor-expiação
— que vem de dentro para fora, marcando a criatura no caminho dos séculos, detendo-a em complicados labirintos de aflição, para regenerá-la, perante a justiça. É conseqüência de nosso desequilíbrio mental, ou proceder desviado da rota ascensional do espírito. Podemos associá-la às encarnações passadas. Muitas vezes é o resgate devido ao mau uso de nosso livre-arbítrio.

2) Dor-evolução
— que atua de fora para dentro, aprimorando o ser, sem a qual não existiria progresso. Na dor-expiação estão associados o remorso, o arrependimento, o sentimento de culpa etc. Na dor-evolução estão associados o esforço e a resistência ao meio hostil. Enquanto a primeira é conseqüência de um ato mau, a segunda é um fortalecimento para o futuro.

3) Dor-Auxílio
— são as prolongadas e dolorosas enfermidades no envoltório físico, seja para evitar-nos a queda no abismo da criminalidade, seja, mais freqüentemente, para o serviço preparatório da desencarnação, a fim de que não sejamos colhidos por surpresas arrasadoras, na transição para a morte. O enfarte, a trombose, a hemiplegia, o câncer penosamente suportado, a senilidade prematura e outras calamidades da vida orgânica constituem, por vezes, dores-auxílio, para que a alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo denso, habilitando-se, através de longas reflexões e benéficas disciplinas, para o ingresso respeitável na vida espiritual (Xavier, 1976, p. 261 e 262)

5. LEI DA AÇÃO E REAÇÃO
O que é uma causa? É algo que origina um efeito. Por exemplo: qual a causa do leite? A vaca. Qual a causa da manteiga? O leite. Mas todas essas causas estão sujeitas a um princípio. Quando estamos falando de causa e efeito, estamos falando de tempo.

5.1. TEMPO
Que é o tempo? Sucessão de coisas ou de acontecimentos, que se expressam em termos de presente, passado e futuro. Embora na sua concepção infinita de tempo, o passado, o presente e o futuro se confundem, não há dúvida de que o ontem foi passado, o hoje é o presente e o amanhã o futuro.

Axioma: dada uma causa, o efeito se realiza necessariamente.

Importante: passagem do tempo, ou seja, podemos modificar a causa e concomitantemente o efeito.

5.2. O MERECIMENTO
Um exemplo clássico da Doutrina está na história da pessoa que perdeu o dedo, mas deveria ter perdido o braço.

Esta história foi retratada pelo Espírito Hilário Silva, no capítulo 20 do livro A Vida Escreve, psicografada por F. C. Xavier e Waldo Vieira, no qual descreve o fato de Saturnino Pereira que, ao perder o dedo junto à máquina de que era condutor, se fizera centro das atenções: como Saturnino, sendo espírita e benévolo para com todas as pessoas, pode perder o dedo? Parecia um fato que ia de encontro com a justiça divina. Contudo, à noite, em reunião íntima no Centro Espírita que frequentava, o orientador espiritual revelou-lhe que numa encarnação passada havia triturado o braço do seu escravo num engenho rústico. O orientador espiritual assim lhe falou: “Por muito tempo, no Plano Espiritual, você andou perturbado, contemplando mentalmente o caldo de cana enrubescido pelo sangue da vítima, cujos gritos lhe ecoavam no coração. Por muito tempo, por muito tempo… E você implorou existência humilde em que viesse a perder no trabalho o braço mais útil. Mas, você, Saturnino, desde a primeira mocidade, ao conhecer a Doutrina Espírita, tem os pés no caminho do bem aos outros. Você tem trabalhado, esmerando-se no dever… Regozije-se, meu amigo! Você está pagando, em amor, seu empenho à justiça…”

6. CAUSAS DAS AFLIÇÕES
Faz parte do capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, cujo título é Bem-Aventurados os Aflitos, e abrange os itens de 3 a 10.

As causas das aflições devem ser procuradas tanto no presente (atual encarnação) como numa existência passada. Devemos partir do princípio de que elas são justas. Se assim não pensarmos, poderemos cair no erro de jogar a culpa nos outros ou em Deus. Quer dizer, tudo o que se nos acontece tem um motivo, embora nem sempre o saibamos explicar com clareza.

Assim sendo, toda vicissitude pode ser vista sob dois ângulos:

6.1. CAUSAS ATUAIS DAS AFLIÇÕES
Aqui devemos refletir sobre o sofrimento que nos visita, fazendo algumas indagações a respeito. Em caso de anemia — será que me descuidei da alimentação? No caso do filho escolher o caminho do vício — dei-lhe a devida educação, os cuidados necessários? No caso de uma querela familiar — será que não fui injusto para com tal pessoa?

“Que todos aqueles que são atingidos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida, interroguem friamente sua consciência; que remontem progressivamente à fonte dos males que os afligem, e verão se, o mais freqüentemente, não podem dizer: Se eu tivesse, ou não tivesse, feito tal coisa eu não estaria em tal situação”. (Kardec, 1984, p. 72)

6.2. CAUSAS ANTERIORES
Não encontrando uma resposta satisfatória na presente encarnação, devemos nos reportar à encarnação passada. “Os sofrimentos por causas anteriores são, freqüentemente, como o das causas atuais, a conseqüência natural da falta cometida; quer dizer, por uma justiça distributiva rigorosa, o homem suporta o que fez os outros suportarem; se foi duro e desumano, ele poderá ser, a se turno, tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em uma condição humilhante; se foi avarento, egoísta, ou se fez mal uso da fortuna, poderá ser privado do necessário; se foi mal filho, poderá sofrer com os próprios filhos etc.” (Kardec, 1984, p. 74)

A regra é básica: devemos procurar a origem dos males nesta mesma encarnação. Não encontrando indícios, retornemos a uma outra. Mesmo tendo o esquecimento do passado, fica-nos uma lembrança, uma intuição.

6.3. JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES
A dor não é castigo: é contingência inerente à vida, cuja atuação visa a restauração e o progresso.

A dor-expiação é cármica, de restauração, é libertação de carga que nos entrava a caminhada; é reajuste perante a vida, reposição da alma no roteiro certo. Passageira, nunca perene.

A dor-evolução, tem existência permanente, embora variável segundo as experiências vividas pelo espírito. Ela acompanha o desenvolvimento, é sua indicação, é sinal de dinamização, inevitável manifestação de crescimento. É a dor, na sua essência, uma vez que as outras são passageiras e evitáveis, mesmo que o Espírito se envolva em suas malhas, por séculos, às vezes.

Jesus, quando falava de dor, sede e fome, referia-se à dor-evolução, à dor insita no crescimento do Espírito impulsionado pela fome de aprender e pela sede de saber. (Curti, 1982, p. 39)


7. CONCLUSÃO
“Saibamos sofrer e sofreremos menos”. Eis o dístico que devemos nos lembrar em todos os estados depressivos de nossa alma, a fim de nos fortalecermos para o futuro.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CURTI, R. Bem-Aventuranças e Parábolas. São Paulo, FEESP, 1982.
EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro, FEB, 1995.
FERREIRA, A. B. de H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, s/d/p.
IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo, Edições Paulinas, 1983.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
XAVIER, F. C. Ação e Reação, pelo Espírito André Luiz. 5. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1976.
XAVIER, F. C., VIEIRA, W. A Vida Escreve, pelo Espírito Hilário Silva. 3. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1978.