sábado, 10 de outubro de 2015

Respeito e civilidade

As crianças geralmente são lições vivas que retratam os ensinos que recebem de seus pais e professores.
E é gratificante perceber os frutos dessas lições, quando os filhos não estão com os adultos e mesmo assim agem conforme o que aprenderam.
Um dia desses aconteceu um fato interessante, que nos chamou atenção.
Uma menina de 9 anos e um garoto de 3 foram passar uns dias na casa de uma tia, aproveitando as férias de julho.
As crianças levantaram tarde, pois o inverno, no sul, é um convite para ficar um pouco mais debaixo das cobertas...
Após um leve desjejum, as crianças foram brincar no parquinho, enquanto a tia já preparava o almoço para logo mais.
Poucos minutos depois, os dois entraram em casa novamente.
“O que houve?” Perguntou a tia.
E a menina falou, com tranqüilidade: “Tinha um senhor varrendo as folhas secas do parquinho, e a gente não quis atrapalhar.”
“E foi ele que pediu para vocês saírem?”, questionou a tia, desejando saber se a iniciativa era deles mesmo.
“Não, a gente achou melhor sair”, respondeu a garota.
Impressionante que o pequeno também voltou com a irmã mais velha, sem fazer escândalo.
Não havia revolta, nem reprovação, por parte dos dois.
Ambos agiram com a naturalidade de quem sugou as lições de respeito ao próximo, com o leite materno.
Sem dúvida, uma atitude que merece reflexão por parte dos adultos.
Não havia ninguém por perto para dizer àquela menina que ela deveria respeitar a pessoa que estava limpando o parquinho. Ela tomou a decisão com autonomia.
Atitudes como essa denotam que o respeito e a civilidade são lições que valem a pena.
Reportagens feitas nas ruas, e exibidas na TV, demonstraram que a grande maioria dos adultos não nota os varredores de rua.
Tanto isso é verdade, que alguns atores famosos se vestiram de garis e passaram um bom tempo representando esse papel, em locais movimentados, sem que ninguém os reconhecesse.
E se esses trabalhadores não são sequer notados, como serão respeitados?
Isso é fruto de uma visão equivocada, em que as pessoas valem pelo que têm, ou parecem ter, em vez de serem valorizadas pelo simples fato de existirem.
O respeito é um valor básico, e deveria reger as relações sociais.
As noções de civilidade deveriam fazer parte das primeiras lições na infância.
O respeito é uma matéria que deveria compor o currículo normal das escolas, e ser ensinado pela teoria e também pelo exemplo dos educadores.
Quando o respeito não é levado em conta, na base da educação, a sociedade periclita.
A falta de respeito gera conflitos de difícil solução, e é causa de muitas guerras.
O respeito, levado às últimas conseqüências, seria a chave para a solução de inúmeros problemas sociais.
Quando a sociedade respeitar os direitos básicos de cada cidadão, não haverá ninguém a quem falte o necessário. E um cidadão que vê seus direitos respeitados não tem razões para ser violento.
E o primeiro de todos os direitos do ser humano, é o direito de viver.
E para viver, algumas necessidades básicas devem ser atendidas.
Entre elas estão a educação e o trabalho. As demais, o homem constrói com dignidade, pois o trabalho tudo vence.
Você já imaginou como seria uma sociedade regida, naturalmente, pelo respeito mútuo?
Seria a sociedade ideal, não há dúvida...
Você entraria num restaurante e poderia conversar tranqüilamente com seus amigos, sem precisar gritar...
Jamais haveria alguém fumando na mesa ao lado...
Você só ouviria as músicas que desejasse dentro do seu lar, e não a dos vizinhos...
O erário só seria usado em benefício de todos, e assim por diante.
Pensemos nisso, e façamos a nossa parte para que essa sociedade seja uma realidade um dia.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em fatos reais.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Os vícios à luz da Doutrina Espírita

Os vícios são, sem dúvida alguma, a maior chaga moral da humanidade, nos tempos atuais. Segundo o neurocientista Stefen Clein, em seu livro A Fórmula da Felicidade, quando enveredamos na obtenção dos prazeres grosseiros, a área cerebral estimulada é exatamente a mesma, com larga produção de serotonina e dopamina, que nos dão uma sensação transitória de prazer. A má notícia é que, imediatamente após, os hormônios contrarreguladores são liberados, dando-nos uma sensação de mal-estar e indisposição.
Quando ingerimos bebidas alcoólicas, buscamos a sexolatria sem afetividade, comemos doces exageradamente ou nos drogamos, estamos, portanto, estimulando a mesma área do sistema límbico, numa busca desenfreada por serotonina em nosso organismo. O problema é que, após a bebida, vem a ressaca; após os lautos banquetes, a indigestão e a sonolência; após o sexo sem amor, a melancolia e o desinteresse. No longo prazo, destruímos prematuramente o nosso templo físico, pois, como diz Paulo de Tarso, “o salário do pecado (vício) é a morte” (Romanos 6:23).
Esta é a diferença básica entre os prazeres materiais e espirituais: os primeiros são transitórios e imediatamente sucedidos pela dor, levando-nos lentamente à desencarnação prematura; os segundos, embora mais sutis, têm maior durabilidade e nenhuma dor, pois tudo o que se refere ao espírito se eterniza e vivifica por si, pela vinculação intrínseca à Fonte de Tudo.
Esses prazeres espirituais a que me refiro são o bem que fazemos aos outros e a nós mesmos, através da caridade, da oração e da meditação.
Quando fazemos, por exemplo, uma campanha do quilo ou visitamos um hospital ou abrigo de idosos, sentimos uma agradável sensação que, muitas vezes, persiste a semana inteira.
Uma forma simples, portanto, de vencermos as tendências inferiores é substituirmos os prazeres materiais pelos espirituais. Substituirmos os pensamentos negativos por positivos. Na pergunta 917 de O Livro dos Espíritos, Fénelon nos orienta que a predominância da vida moral sobre a vida material é um poderoso instrumento para enfraquecermos o nosso egoísmo, causa de todos os vícios (p. 913). Ocuparmos o nosso tempo com leituras edificantes, palestras esclarecedoras e tarefas evangélicas é instrumento valioso para bem empregarmos a nossa libido e direcionarmos nossos pensamentos, preenchendo com sabedoria os horários vagos.
No primeiro mandamento “Ama a Deus sobre todas as coisas”, Jesus nos orienta, com exatidão, sobre como nos libertarmos da escravidão material. Como tudo, no universo, está impregnado da Divina Presença, segundo nos esclarece o mestre de Lyon no capítulo II da gênese kardequiana (a Providência Divina) ao nos apegarmos a algo material, estamos substituindo o Todo pela parte e isso nos causa dor e dependência. Quando direcionamos nossas mentes para a Fonte, fazemos o processo contrário e, portanto, plenificamos o nosso vazio psicológico pela consciência de plenitude, a solidão pelo Amor Maior, a parte pelo todo, o sofrimento pela felicidade da percepção do contato íntimo com o Cristo, numa forma de prazer infinitamente maior e mais duradoura.
“Amar a Deus sobre todas as coisas” significa, portanto,substituirmos prazeres menores, materiais, grosseiros e efêmeros por um prazer incomensuravelmente maior, mais suave e eterno. Quando seguimos o primeiro mandamento, portanto, colocamos o que é espiritual acima do material e isso nos põe em contato com a nossa verdadeira essência, nos reposicionando nos trilhos da nossa missão na Terra e nos felicitando com a paz espiritual dos justos.
Vale salientar que existe um forte sinergismo entre o “Amar a Deus”, “Amar ao próximo” e “Amar a si”, pois esses mandamentos áureos se retroalimentam:
1. Não poderemos amar ao nosso próximo, sem amarmos a nós mesmos, se estamos nos desvalorizando e autodestruindo fisicamente através dos vícios.
2. Amar a Deus é amar a si da melhor forma possível, pois percebemos que o nosso Si não é o corpo físico, mas o espírito imortal que, por sua vez, já está mergulhado na Consciência Maior que o eterniza e ilumina.
3. Amar a Deus é amar a si, porque a qualidade de nossa vida melhora infinitamente quando submetemos a nossa pequena vontade pessoal à Vontade maior. Quando nos libertamos dos vícios, encontramos o Cristo que habita nossos corações e nos permitimos ouvir sua voz, que nos guia invariavelmente à felicidade própria e a das pessoas que amamos.
4. Quando nos autodestruimos estamos desrespeitando o amor ao próximo, porque prejudicamos justamente as pessoas que mais amamos. Nossa esposa, filhos, pais e amigos são os mais afetados, se os trocarmos pela viciação, que antecipará a nossa morte física. Essa é outra forma extremamente eficaz de evitarmos o primeiro gole, a primeira mordida compulsiva ou uma relação extraconjugal: colocarmos na tela mental a figura da nossa esposa e filhos e perceber o quanto lhe causaremos dor com nossa atitude!
O maior dos vícios, segundo a pergunta 913 de O Livro dos Espíritos, é o egoísmo e a maior virtude é o desinteresse pessoal (pergunta 893).
Portanto, a chave da felicidade e da liberdade é submetermos nossa pequena vontade à Vontade Maior, que, num nível mais profundo, também é a nossa e, entrando em contato com o amor que emana dos nossos corações, exteriorizar o Cristo, o Sublime Amor, que nos vivifica e que teve sua maior expressão no meigo rabi da Galiléia.
O amor, portanto, substituirá todas as nossas necessidades, enchendo de alegria todos os instantes da nossa vida, conduzindo-nos rumo ao futuro radiante que a todos nos aguarda.
Fernando Antônio Neves é médico, com formação em Psicologia Transpessoal, e conferencista espírita em Recife (PE)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Rigidez e Teimosia


Teimosia é uma forma de rigidez da personalidade. É um apego obstinado às próprias ideias e gostos, nunca admitindo insuficiências e erros.
Conviver com criaturas que estão sempre com a razão, que acreditam que nasceram para ensinar ou salvar todo mundo e que jamais transgridem a nada, é viver relacionamentos desgastantes e insatisfatórios.
Quase sempre, fugimos desses indivíduos dogmáticos, incapazes de aceitar e considerar um ponto de vista diferente do seu. Nesses relacionamentos, ficamos confinados à representação de papéis instrutor-aprendiz, orientador-orientado, mentor-pupilo. Somente escutamos, nunca podemos expressar nossa opinião sobre os eventos e as experiências que compartilhamos.
As pessoas teimosas vão ao excesso do desrespeito, por não darem o devido espaço para as diferenças pessoais que existem nos amigos e familiares.
“(…) pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos”¹
Os limites traçados pela natureza nos ensinam onde e quando devemos parar, bem como por onde e quando devemos seguir. A Natureza respeita nossos dons próprios, ou seja, nossa individualidade. Assim, devemos também aceitar e respeitar nosso jeito exclusivo de ser, bem como a de todos aqueles com quem compartilhamos a existência terrena.
O excesso de rigidez e severidade faz com que criemos um padrão mental que influenciará os outros para que nos tratem da mesma forma como os tratamos. Poderemos ainda, no futuro, provocar em nós um sentimento de autopunição, pois estaremos usando para conosco o mesmo tratamento de austeridade e dureza. O arrependimento se associa à culpa, nascendo daí uma vontade de nos redimir pelos excessos cometidos, o que acarreta uma necessidade de expiação – o indivíduo se compraz com o próprio sofrimento.
Nossos limites se expressam de maneira específica e ninguém pode exigir igualdade de pensamento e ação de outro ser humano. Respeitando nossa singularidade, aprenderemos a respeitar a singularidade dos outros e sempre cairemos no excesso, quando não aceitarmos nosso ritmo de crescimento, bem como o do próximo.
Segundo Alfred Adler, a “compensação” é um dos métodos de defesa do ego e consiste num fenômeno psicológico que busca contrabalançar e dissimular nossas tendências inconscientes por nós consideradas reprováveis e que tentam vir à nossa consciência.
Os excessos de todo gênero funcionam, na maioria das
vezes, como disfarce psicológico para compensar nossas tendêcias interiores. Exageramos posturas e inclinações na tentativa de simular um caráter oposto.
Atitudes exageradas de um indivíduo significam. quase o contrário do que ele declara.
Excesso de pudor – compensação de desejos sexuais normais reprimidos.
Excesso de afabilidade — compensação de agressividade mal elaborada.
Excesso de alimentação – compensação de insegurança ou necessidade de proteção.
Excesso de religião – compensação de dúvidas desmoralizadoras existentes na inconsciência.
Excesso de dominação — compensação de fragilidade e desamparo interior.
Atrás de todo excesso ou rigidez se encontra a não aceitação da naturalidade da vida, fora e dentro de nós mesmos.
¹ O Livro dos Espíritos, Questão 713:
Traçou  a Natureza limites  aos gozos?
Traçou para vos indicar o limite do necessário. Mas. pelos vossos excessos, chegais  à saciedade e vos punis a vós  mesmos.

Livro As Dores da Alma, item Rigidez, Espírito Hammed – psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Espiações Coletivas

QUESTÃO — O Espiritismo explica perfeitamente a causa dos sofrimentos individuais, como conseqüências imediatas das faltas cometidas na existência precedente, ou. como expiação do passado; mas, uma vez que cada um só é responsável pelas suas próprias faltas, não se explicam satisfatoriamente as desgraças coletivas que atingem as aglomerações de indivíduos, às vezes, uma família inteira, toda uma cidade, toda uma nação, toda uma raça, e que se abatem tanto sobre os bons, como sobre os maus, assim sobre os inocentes, como sobre os culpados.
Resposta. — Todas as leis que regem o Universo, sejam físicas ou morais, materiais ou intelectuais, foram descobertas, estudadas, compreendidas, partindo-se do estudo da individualidade e do da família para o de todo o conjunto, generalizando-as gradualmente e comprovando-se-lhes a universalidade dos resultados.Outro tanto se verifica hoje com relação às leis que o estudo do Espiritismo dá a conhecer. Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação, às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. Há as faltas do indivíduo, as da família, as da nação; e cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expia em virtude da mesma lei, O algoz, relativamente à sua vítima, quer indo a encontrar-se em sua presença no espaço, quer vivendo em contacto com ela numa ou em muitas existências sucessivas, até à reparação do mal praticado. O mesmo sucede quando se trata de crimes cometidos solidariamente por um certo número de pessoas. As expiações também são solidárias, o que não suprime a expiação simultânea das faltas individuais.
Três caracteres há em todo homem: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro da família e, finalmente, o de cidadão. Sob cada uma dessas três faces pode ele ser criminoso e virtuoso, isto é, pode ser virtuoso como pai de família, ao mesmo tempo que criminoso como cidadão e reciprocamente. Daí as situações especiais que para si cria nas suas sucessivas existências.
Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que numa existência vêm a estar reunidos por uma tarefa comum já viveram juntos para trabalhar com o mesmo objetivo e ainda reunidos se acharão no futuro, até que hajam atingido a meta, isto é, expiado o passado, ou desempenhado a missão que aceitaram.
Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provações que não decorrem dos atos da vida presente, porque reconheceis que elas são o resgate das dívidas do passado. Por que não haveria de ser assim com relação às provas coletivas?
Dizeis que os infortúnios de ordem geral alcançam assim o inocente, como o culpado; mas, não sabeis que o inocente de hoje pode ser o culpado de ontem? Quer ele seja atingido individualmente, quer coletivamente, é que o mereceu. Depois, como já o dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de umas não isenta da expiação das 
outras, pois que toda dívida tem que ser paga até a última moeda. As virtudes da vida privada diferem das da vida pública. Um, que é excelente cidadão, pode ser péssimo pai de família; outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser mau cidadão, ter 
soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade.
Essas faltas coletivas é que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se encontram de novo reunidos, para sofrerem juntos a pena de talião, ou para terem ensejo de reparar o mal que praticaram, demonstrando devotamento à causa pública, socorrendo e assistindo aqueles a quem outrora maltrataram. Assim, o que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, e torna claro e lógico mediante o conhecimento dessa lei.
A solidariedade, portanto, que é o verdadeiro laço social, não o é apenas para o presente; estende-se ao passado e ao futuro, pois que as mesmas individualidades se reuniram, reúnem e reunirão, para subir juntas a escala do progresso, auxiliando-se mutuamente. Eis aí o que o Espiritismo faz compreensível, por meio da eqüitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres. - Clélia Duplantier
NOTA — Conquanto se subordine aos conhecidos princípios de responsabilidade pelo passado e da continuidade das relações entre os Espíritos, esta comunicação encerra uma idéia de certo modo nova e de grande importância. A distinção que estabelece entre a responsabilidade decorrente das faltas individuais ou coletivas, das da vida privada e da vida púbica, explica certos fatos ainda mal conhecidos e mostra de maneira mais precisa a solidariedade existente entre os seres e entre as gerações.
Assim, muitas vezes um individuo renasce na mesma família, ou, pelo menos, os membros de uma família renascem juntos para constituir uma família nova noutra posição social, a fim de apertarem os laços de afeição entre si, ou reparar agravos recíprocos. Por considerações de ordem mais geral, a criatura renasce no mesmo meio, na mesma nação, na mesma raça, quer por simpatia, quer para continuar, com os elementos já elaborados, estudos começados, para se aperfeiçoar, prosseguir
trabalhos encetados e que a brevidade da vida não lhe permitiu acabar. A reencarnação no mesmo meio é a causa determinante do caráter distintivo dos povos e das raças. Embora melhorando-se, os indivíduos conservam o matiz primário, até que o progresso os haja completamente transformado.
Quando se consideram todos os crimes dos tempos passados, em que a vida dos homens e a honra das famílias em nenhuma conta eram tidas, em que o fanatismo acendia fogueiras em honra da divindade; quando se pensa em todos os abusos de poder, em todas as injustiças que se cometiam com desprezo dos mais sagrados direitos, quem pode estar certo de não haver participado mais ou menos de tudo isso e admirar-se de assistir a grandes e terríveis expiações coletivas?
Mas, dessas convulsões sociais uma melhora sempre resulta; os Espíritos se esclarecem pela experiência; o infortúnio é o estimulante que os impele a procurar um remédio para o mal; na erraticidade, refletem, tomam novas resoluções e, quando voltam, fazem coisa melhor. É assim que, de geração em geração, o progresso se efetua.
Não se pode duvidar de que haja famílias, cidades, nações, raças culpadas, porque, dominadas por instintos de orgulho, de egoísmo, de ambição, de cupidez, enveredam por mau caminho e fazem coletivamente o que um individuo faz insuladamente. Uma família se enriquece à custa de outra; um povo subjuga outro povo, levando-lhe a desolação e a ruína; uma raça se esforça por aniquilar outra raça. Essa a razão por que há famílias, povos e raças sobre os quais desce a pena de talião.“Quem matou com a espada perecerá pela espada”, são palavras do Cristo, palavras que se podem traduzir assim: Aquele que fez correr sangue verá o seu também derramado; aquele que levou o facho do Incêndio ao que era de outrem, verá o Incêndio ateado no que lhe pertence; aquele que despojou será despojado; aquele que escraviza e maltrata o fraco será a seu turno escravizado e maltratado, quer se trate de um individuo, quer de uma nação, ou de uma raça, porque os membros de uma individualidade coletiva são solidários assim no bem como no mal que em comum praticaram.
Ao passo que o Espiritismo dilata o campo da solidariedade, o materialismo o restringe às mesquinhas proporções da efêmera existência do homem, fazendo da mesma solidariedade um dever social sem raízes, sem outra sanção além da boa-vontade e do interesse pessoal do momento. É uma simples teoria, simples máxima filosófica, cuja prática nada há que a imponha. Para o Espiritismo, a solidariedade é um fato que assenta numa lei universal da Natureza, que liga todos os seres do passado, do presente e do futuro e a cujas conseqüências ninguém pode subtrair-se. É esta uma coisa que todo homem pode compreender, por menos instruído que seja.
Quando todos os homens compreenderem o Espiritismo, compreenderão também a verdadeira solidariedade e, conseguintemente, a verdadeira fraternidade. Uma e outra então deixarão de ser simples deveres circunstanciais, que cada um prega as mais das vezes no seu próprio interesse e não no de outrem. O reinado da solidariedade e da fraternidade será forçosamente o da justiça para todos e o da justiça será o da paz e da harmonia entre os indivíduos, as famílias, os povos e as raças. Virá esse reinado? Duvidar do seu advento seria negar o progresso. Se compararmos a sociedade atual, nas nações civilizadas, com o que era na Idade Média, reconheceremos grande a diferença. Ora, se os homens avançaram até aqui, por que haveriam de parar? Observando-se o percurso que eles hão feito apenas de um século para cá, poder-se-á avaliar o que farão daqui a mais outro século.
As convulsões sociais são revoltas dos Espíritos encarnados contra o mal que os acicata, índice de suas aspirações e esse reino de justiça pelo qual anseiam, sem, todavia, se aperceberem claramente do que querem e dos meios de consegui-lo. Por isso é que se movimentam, agitam, tudo subvertem a torto e a direito, criam sistemas, propõem remédios mais ou menos utópicos, cometem mesmo injustiças sem conta, por espírito, ao que dizem, de justiça, esperando que desse movimento saia, porventura, alguma coisa. Mais tarde, definirão melhor suas aspirações e o caminho se lhes aclarará.
Quem quer que desça ao âmago dos princípios do Espiritismo filosófico, que considere os horizontes que ele desvenda, as idéias a que dá origem e os sentimentos que desenvolve, não duvidará da parte preponderante que há de ter na regeneração, pois que, precisamente e pela força das coisas, ele conduz ao objetivo a que a Humanidade aspira: ao reino da justiça, pela extinção dos abusos que lhe hão obstado ao progresso e pela moralização das massas. Se os que sonham com a restauração do passado não entendessem assim, não se aferrariam tanto a esse sonho; deixá-lo-iam morrer tranqüilamente, como há sucedido a muitas utopias. Isto, por si só, devera dar que pensar a certos zombadores, fazendo-os ponderar que talvez haja aí alguma coisa mais séria do que imaginam. Mas, há pessoas que de tudo riem, que ririam mesmo de Deus, se o vissem na Terra. Também há os que têm medo de que aos seus olhos se apresente a alma que se obstinam em negar.
Qualquer que seja a influência que um dia o Espiritismo chegue a exercer sobre as sociedades, não se suponha que ele venha a substituir uma aristocracia por outra, nem a impor leis; primeiramente, porque, proclamando o direito absoluto à liberdade de consciência e do livre exame em matéria de fé, quer, como crença, ser livremente aceito, por convicção e não por meio de constrangimento. Pela sua natureza, não pode, nem deve exercer nenhuma pressão. Proscrevendo a fé cega, quer ser compreendido. Para ele, absolutamente não há mistérios, mas uma fé racional, que se baseia em fatos e que deseja a luz. Não repudia nenhuma descoberta da Ciência, dado que a Ciência é a coletânea das leis da Natureza e que, sendo de Deus essas leis, repudiar a Ciência fora repudiar a obra de Deus.
Em segundo lugar, estando a ação do Espiritismo no seu poder moralizador, não pode ele assumir nenhuma forma autocrática, porque então faria o que condena. Sua influência será preponderante, pelas modificações que trará às idéias, às opiniões, aos caracteres, aos costumes dos homens e às relações sociais. E maior será essa influência, pela circunstância de não ser imposta. Forte como filosofia, o Espiritismo só teria que perder, neste século de raciocínio, se se transformasse em poder temporal. Não será ele, portanto, que fará as instituições do mundo regenerado; os homens é que as farão, sob o império das idéias de justiça, de caridade, de fraternidade e de solidariedade, mais bem compreendidas, graças ao Espiritismo.
Essencialmente positivo em suas crenças, ele repele todo misticismo, desde que não se estenda esta denominação, como o fazem os que em nada crêem, à crença em Deus, na alma e na vida futura. Induz, é certo, os homens a se ocuparem seriamente com a vida espiritual, mas porque essa é a vida normal, sendo nela que se têm de cumprir os nossos destinos, pois que a vida terrestre é transitória, passageira. Pelas provas que apresenta da realidade da vida espiritual, ensina aos homens a não atribuírem mais que relativa importância às coisas deste mundo, dando-lhes assim força e coragem para suportar com paciência as vicissitudes da vida terrena.
Ensina-lhes que, morrendo, não deixam para sempre este mundo; que podem a ele voltar, a fim de aperfeiçoarem sua educação intelectual e moral, a menos que já estejam bastante adiantados para merecerem passar a um mundo melhor; que os trabalhos e progressos que realizem, ou para cuja realização contribuam, lhes aproveitarão, concorrendo para que melhorada se lhes torne a posição futura.
Mostra-lhes dessa forma que é de todo o interesse deles não o desprezarem. Se lhes repugna voltar aqui, uma vez que possuem o livre-arbítrio, deles depende o fazerem o que é necessário a se tornarem habitantes de outros orbes; mas, que não se iludam sobre as condições que devem preencher para merecerem uma mudança de residência! Não será por meio de algumas fórmulas, expressas em palavras ou atos, que o conseguirão, sim por efeito de uma reforma séria e radical de suas imperfeições, modificando-se, despojando-se das paixões más, adquirindo dia a dia novas qualidades, ensinando a todos, pelo exemplo, a linha de proceder que levará solidariamente todos os homens à ventura, pela fraternidade, pela tolerância, pelo amor.
A. Humanidade se compõe de personalidades, que constituem as existências individuais, e das gerações, que constituem as existências coletivas. Umas e outras avançam na senda do progresso, por variadas fases de provações que, portanto, são individuais para. as pessoas e coletivas para as gerações. Do mesmo modo que, para o encarnado, cada existência é um passo à frente, cada geração marca um grau de progresso para o conjunto. É irresistível esse progresso do conjunto e arrasta as massas, ao mesmo tempo que modifica e transforma em Instrumento de regeneração os erros e prejuízos de um passado que tem de desaparecer. Ora, como as gerações se compõem dos indivíduos que já viveram nas gerações precedentes, segue-se que o progresso delas é a resultante do progresso dos indivíduos.
Mas, quem demonstrará, poderão dizer, a existência de solidariedade entre a geração atual e as que a precederam, ou entre ela e as que lhe sucederão? Como se poderia provar que eu já vivi na Idade Média, por exemplo, e que voltarei a tomar parte nos acontecimentos que se produzirão na sucessão dos tempos?
Nas obras fundamentais da Doutrina e na Revista, o princípio da pluralidade das existências já foi exaustiva-mente demonstrado, para que ainda nos detivéssemos aqui a demonstrá-lo. Nos fatos da vida cotidiana fervilham provas e uma demonstração quase matemática. Limitamo-nos, pois, a concitar os pensadores a que atentem nas provas morais que decorrem do raciocínio e da indução.
Será, porventura, necessário vejamos uma coisa, para que nela acreditemos? Observando efeitos, não se pode adquirir a certeza material da causa?
Afora a da experiência, a Única senda legitima que se abre para essa Investigação consiste em remontar do efeito à causa. Á justiça nos oferece notabilíssimo exemplo desse princípio, quando empreende descobrir os indícios dos meios que serviram à perpetração de um crime, as intenções que se agregam à culpabilidade do malfeitor. Este não foi apanhado em flagrante e, contudo, é condenado por esses indícios.
A Ciência, que pretende caminhar tão-só pela via da experiência, afirma todos os dias princípios que mais não são do que induções das causas por meio unicamente da observação dos efeitos.
Em geologia, determina-se a idade das montanhas. Porventura assistiram os geólogos ao surto delas? Viram formar-se as camadas de sedimento que lhes determinam a idade?
Os conhecimentos astronômicos, físicos e químicos permitem se avaliem o peso dos planetas, suas densidades, seus volumes, a velocidade que os anima, a natureza dos elementos que os compõem; entretanto, os sábios não fizeram experiências diretas e é à analogia e à indução que devemos tão belas e preciosas descobertas.
Os homens de antanho, baseados nos testemunhos de seus sentidos, afirmavam ser o Sol que gira em torno da Terra. No entanto, esse testemunho os enganava e prevaleceu o raciocínio.
O mesmo se dará com os princípios que o Espiritismo sustenta, desde que se disponham a estudá-los, sem prevenções, e, então, a Humanidade entrará, real e rapidamente, numa era de progresso e de regeneração, porque, já não se sentindo isolados entre dois abismos, o desconhecido do passado e a incerteza do porvir, os Indivíduos trabalharão com energia por aperfeiçoar e multiplicar os elementos da felicidade que tem de ser obra deles, porque reconhecerão que não é devida ao acaso a posição que ocupam no mundo e que eles próprios gozarão, no futuro e em melhores condições, do fruto de seus labores e de suas vigílias. É que o Espiritismo lhes ensinará que, se as faltas coletivamente cometidas são expiadas solidariamente, os progressos realizados em comum são igualmente solidários, princípio em virtude do qual desaparecerão as dissensões de raças, de famílias e de indivíduos e a Humanidade, livre das faixas da infância, avançará, célere e virilmente, para a conquista de seus verdadeiros destinos.
ALLAN KARDEC
De "Obras Póstumas"
CAPÍTULO 40 = QUESTÕES E PROBLEMAS - As expiações coletivas

sábado, 3 de outubro de 2015

TATUAGEM PIERCING E ESPIRITISMO

O que pensa a doutrina espírita sobre as tatuagens e piercings?
Pensa que o bom senso é a melhor medida.
A doutrina espírita não se coloca contra nada, apenas orienta. 

Primamos pelo livre arbítrio.
Não é a tatuagem que mostrará o caráter de uma pessoa. Apesar que, há certos desenhos funestos, sensuais, com palavreados chulos que, poderão ser formadores de preconceito além de atrair espíritos funestos, sensualistas que marcarão a psicosfera mental e perispiritual onde a pessoa poderá levar após sua desencarnação.

A doutrina pede também cuidado com o corpo físico. E certas atitudes são verdadeiras agressões que, muitas vezes, ferem a parte adornada, causando danos irreversíveis ao corpo físico.

"Durante o processo de tatuagem, a pele é perfurada de 80 a 150 vezes por segundo para injetar os pigmentos coloridos.
Os pesquisadores ressaltam que os instrumentos entram em contato com o sangue e fluidos corporais. 

Com isso, infecções podem ser transmitidas se o instrumento é usado em mais de uma pessoa sem ser esterilizado ou devidamente higienizado. 

Além disso, as tintas próprias da tatuagem não são mantidas em embalagens esterilizadas e podem servir de transporte para infecções. 

Outros riscos relacionados à tatuagem apontados pelo estudo incluem reações alérgicas, HIV, hepatite B, infecção de fungos e bactérias, e outros riscos associados à remoção de tatuagens."

Segundo Divaldo Pereira Franco, pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings, são almas que ainda trazem reminiscências vivas de encarnações em épocas bárbaras, quando guerreiros sanguinários se utilizavam desses meios para se impor frente aos adversários.

Mas, muitas pessoas também fazem tatuagem por estar na moda, pelo conflito da adolescência, etc., que mais tarde, muitos se arrependem.
Então, a doutrina deve orientar e esclarecer quando possível. Proibir nunca. Respeitar sempre.

Qual a importância do corpo físico para os espíritas? 
O corpo físico é patrimônio que Deus elaborou para servir de veículo ao Espírito nas suas variadas reencarnações. 

É com ele que o Espírito pratica seus conhecimentos e vive experiências necessárias, melhorando-se dia-a-dia. Assim, devemos ter para com nosso corpo um carinho e uma atenção especial, zelando e ofertando-lhe o que de melhor a natureza pode lhe dar. 

Daí o necessário repúdio as drogas, desde as mais simples, como o cigarro e a bebida alcoólica, até as mais graves; 
daí também o cuidado com a higiene; 
com a alimentação e os sentimentos equilibrados, enfim, com a saúde do corpo. 

Como disse Joanna de Ângelis no livro “Dias Gloriosos”: 

“Todo corpo físico merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento.” 

-fonte: Grupo de Estudo Allan Kardec-

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

COMO DEIXAR DE ABSORVER AS EMOÇOES NEGATIVAS

COMO DEIXAR DE ABSORVER AS EMOÇÕES NEGATIVAS DE OUTRAS PESSOAS
por Judith Orloff em 23 de Julho de 2012
LIBERDADE EMOCIONAL SIGNIFICA APRENDER COMO PERMANECER CENTRADO EM UM MUNDO ESTRESSANTE E EMOCIONALMENTE SOBRECARREGADO. DESDE QUE EMOÇÕES, TAIS COMO O MEDO, A RAIVA E A FRUSTRAÇÃO SÃO ENERGIAS, VOCÊ PODE POTENCIALMENTE “CAPTÁ-LAS” DE PESSOAS, SEM QUE PERCEBA ISTO.
SE TENDE A SER UMA ESPONJA EMOCIONAL, É VITAL QUE SAIBA COMO DEIXAR DE ASSUMIR AS EMOÇÕES NEGATIVAS DE UM INDIVÍDUO. OUTRA MUDANÇA É ESTA ANSIEDADE CRÔNICA, DEPRESSÃO OU STRESS QUE PODEM TRANSFORMÁ-LO EM UMA ESPONJA EMOCIONAL, ESGOTANDO AS SUAS DEFESAS. SUBITAMENTE, VOCÊ SE TORNA INTENSAMENTE SINTONIZADO COM OS OUTROS, ESPECIALMENTE AQUELES COM DOR SEMELHANTE.
É ASSIM QUE FUNCIONA A EMPATIA: NÓS NOS CONCENTRAMOS EM QUESTÕES POLÊMICAS, QUE NÃO ESTÃO RESOLVIDAS PARA NÓS MESMOS. A PARTIR DE UM PONTO DE VISTA ENERGÉTICO, AS EMOÇÕES NEGATIVAS PODEM SE ORIGINAR DE VÁRIAS FONTES. O QUE VOCÊ PODE ESTAR SENTINDO PODE SER SEU; PODE SER DE OUTRA PESSOA, OU PODE SER UMA ASSOCIAÇÃO. EU EXPLICAREI COMO SABER A DIFERENÇA E FORTALECER ESTRATEGICAMENTE AS EMOÇÕES POSITIVAS, PARA QUE NÃO ASSUMA A NEGATIVIDADE QUE NÃO LHE PERTENCE.
ISTO NÃO FOI ALGO QUE EU SEMPRE SOUBE COMO FAZER. AO CRESCER, MINHAS NAMORADAS GOSTAVAM DE IR AOS SHOPPINGS E FESTAS, QUANTO MAIORES, MELHORES – MAS EU NÃO COMPARTILHAVA DE SEU ENTUSIASMO. SENTIA-ME OPRIMIDO, EXAUSTO DIANTE DE GRANDES GRUPOS DE PESSOAS, EMBORA EU IGNORASSE O MOTIVO.
“QUAL É O PROBLEMA COM VOCÊ?”, DIRIAM OS AMIGOS, LANÇANDO-ME OLHARES ESTRANHOS. TUDO O QUE EU SABIA ERA QUE EU NÃO GOSTAVA DE ME MISTURAR EM LUGARES LOTADOS. EU CHEGARIA LÁ ME SENTINDO BEM, MAS PARTIA NERVOSO, DEPRIMIDO OU COM ALGUMA DOR TERRÍVEL. SEM SUSPEITAR, EU ERA UMA GIGANTESCA ESPONJA, ABSORVENDO AS EMOÇÕES DAS PESSOAS AO MEU REDOR.
COM OS MEUS PACIENTES, EU TAMBÉM PERCEBERIA QUE AO ABSORVER AS EMOÇÕES DE OUTRAS PESSOAS, PODERIAM SER DESENCADEADOS ATAQUES DE PÂNICO, DEPRESSÃO, FARRAS, BEBEDEIRAS, USO DE DROGAS E UMA INFINIDADE DE SINTOMAS FÍSICOS QUE DESAFIAM O DIAGNÓSTICO MÉDICO TRADICIONAL.
OS CENTROS DE CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS RELATAM QUE MAIS DO QUE DOIS MILHÕES DE AMERICANOS SOFREM DE FADIGA CRÔNICA. É PROVÁVEL QUE MUITOS DELES SEJAM ESPONJAS EMOCIONAIS.
AQUI ESTÃO ALGUMAS ESTRATÉGIAS DA LIBERDADE EMOCIONAL PARA QUE SEJAM PRATICADAS. ELAS O AJUDARÃO A DEIXAR DE ABSORVER AS EMOÇÕES DE OUTRAS PESSOAS. ETAPA DA AÇÃO EMOCIONAL:
COMO PERMANECER CENTRADO EM UM MUNDO ESTRESSANTE PARA DESLIGAR-SE DAS EMOÇÕES NEGATIVAS DE OUTRAS PESSOAS:
PRIMEIRO, PERGUNTE-SE: O SENTIMENTO É MEU, OU DE OUTRA PESSOA? PODERIA SER DE AMBOS. SE A EMOÇÃO, COMO O MEDO, OU A RAIVA, FOR SUA, GENTILMENTE CONFRONTE O QUE ESTÁ CAUSANDO ISTO EM VOCÊ, OU COM A AJUDA DE UM PROFISSIONAL. SE NÃO, TENTE IDENTIFICAR O GERADOR ÓBVIO.
POR EXEMPLO, SE VOCÊ JÁ ASSISTIU A UMA COMÉDIA, MAS CHEGOU EM CASA SE SENTINDO DEPRIMIDO, PODE TER INCORPORADO A DEPRESSÃO DAS PESSOAS SENTADAS AO SEU LADO. QUANDO HÁ MUITA PROXIMIDADE, OS CAMPOS DE ENERGIA SE SOBREPÕEM. O MESMO ACONTECE QUANDO SE VAI A UM SHOPPING OU A UM CONCERTO LOTADO.
QUANDO POSSÍVEL, DISTANCIE-SE DA FONTE SUSPEITA. AFASTE-SE PELO MENOS SETE METROS DE DISTÂNCIA E VEJA SE SENTE ALÍVIO. NÃO PEQUE, QUERENDO NÃO OFENDER OUTROS ESTRANHOS. EM UM LOCAL PÚBLICO, NÃO HESITE EM MUDAR DE LUGAR, CASO TENHA UMA SENSAÇÃO DE DEPRESSÃO IMPOSTA A VOCÊ.
POR ALGUNS MINUTOS, CONCENTRE-SE EM SUA RESPIRAÇÃO. ISTO O CONECTA COM A SUA ESSÊNCIA. CONTINUE EXPIRANDO A NEGATIVIDADE E INSPIRANDO A CALMA. ISTO O AJUDA A SE ANCORAR E A PURIFICAR O MEDO, OU OUTRAS EMOÇÕES DIFÍCEIS. VISUALIZE A NEGATIVIDADE COMO UMA NÉVOA CINZENTA SE ELEVANDO DO SEU CORPO, E A ENTRADA DA ESPERANÇA, COMO UMA LUZ DOURADA. ISTO PODE PRODUZIR RESULTADOS RÁPIDOS.
EMOÇÕES NEGATIVAS, TAIS COMO O MEDO, FREQUENTEMENTE SE APRESENTAM EM SEU CENTRO EMOCIONAL, NO PLEXO SOLAR. COLOQUE LÁ A PALMA DE SUA MÃO, ENQUANTO CONTINUA ENVIANDO BONDADE AMOROSA A ESTA ÁREA, A FIM DE LIBERAR O STRESS. PARA A DEPRESSÃO, OU A ANSIEDADE DE LONGA DATA, USE ESTE MÉTODO DIARIAMENTE PARA FORTALECER ESTE CENTRO. É RECONFORTANTE E CONSTRÓI UMA SENSAÇÃO DE SEGURANÇA E DE OTIMISMO.
PROTEJA-SE: – UMA FORMA ACESSÍVEL DE PROTEÇÃO QUE MUITAS PESSOAS USAM, INCLUINDO OS CURADORES COM PACIENTES DIFÍCEIS, ENVOLVE A VISUALIZAÇÃO DE UM ENVOLTÓRIO DE LUZ BRANCA (OU QUALQUER COR QUE SINTAM QUE CONFERE PODER), AO REDOR DE TODO O SEU CORPO. PENSE NISTO COMO UM ESCUDO QUE BLOQUEIA A NEGATIVIDADE OU O DESCONFORTO FÍSICO, MAS PERMITE QUE O QUE SEJA POSITIVO SE INFILTRE.
PROCURE PESSOAS E SITUAÇÕES POSITIVAS. CHAME UM AMIGO QUE VÊ O BEM NOS OUTROS. PASSE ALGUM TEMPO COM ALGUM COLEGA QUE AFIRME O LADO POSITIVO DAS COISAS. OUÇA PESSOAS ESPERANÇOSAS. OUÇA A FÉ QUE ELES TÊM EM SI MESMOS E NOS OUTROS. SABOREIE PALAVRAS DE ESPERANÇA, CANÇÕES E FORMAS DE ARTE.
A ESPERANÇA É CONTAGIOSA E ELEVARÁ O SEU HUMOR. CONTINUE A PRATICAR ESTAS ESTRATÉGIAS. VOCÊ NÃO TEM QUE REINVENTAR A RODA, A CADA VEZ QUE ESTIVER COM UMA SOBRECARGA EMOCIONAL. COM ESTRATÉGIAS, VOCÊ PODERÁ TER RÉPLICAS MAIS RÁPIDAS PARA SITUAÇÕES ESTRESSANTES, SE SENTIR MAIS SEGURO E A SUA SENSIBILIDADE PODERÁ DESABROCHAR.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A MORTE DÓI?

Em O Livro dos Espíritos, há um capítulo inteiro sobre o assunto: é o III, com o título Retorno da vida corpórea à vida espiritual. As questões 149 a 165 esclarecem o assunto.

No instante da morte, todo homem retorna ao mundo dos espíritos, pátria de origem; Uma vez no chamado outro mundo, conserva plenamente sua individualidade; A separação da alma e do corpo não é dolorosa. O corpo sofre mais durante a vida que no momento da morte;

A alma se liberta com o rompimento dos laços que a mantinham presa ao corpo;
A sensação que se experimenta no momento em que se reconhece no mundo dos espíritos depende do que fizeram em vida.

Se foram bons, sentirão enorme alegria. Se foram maus, sentirão vergonha;

Normalmente reencontra aqueles que partiram antes, se já não reencarnaram;
A consciência de si mesmo vem aos poucos. Passa-se algum tempo de perturbação, convalescente, cujo tempo de duração depende da elevação de cada um;

Compreender antes o assunto exerce grande influência sobre o tempo de perturbação, mas o que realmente alivia a perturbação são a prática do bem e a pureza de consciência.

Indicamos ainda ao leitor, estudar o livro O Céu e o Inferno, também de Allan Kardec, onde há diversas descrições do momento da morte e do pós-morte, de espíritos nas mais variadas condições evolutivas. O livro Depois da Morte, de Léon Denis e Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz/Chico Xavier também trazem muitas explicações sobre o interessante tema.

Há, também, uma série enumerável de livros de mensagens enviadas por desencarnados aos ente-queridos que ficaram. Entre eles, o famoso Jovens no além, de 1975, recebido por Chico Xavier. O filme Joelma 23º andar, baseado no incêndio ocorrido em São Paulo, mostra bem a questão da continuidade da vida.

Não tema a morte. Ela faz parte do processo evolutivo. Viva de maneira prudente, faça o bem que puder e quando soar seu momento, vá sem medo.

Mas nunca a busque ou a precipite. Tudo tem seu momento na vida e todos temos algo a fazer num tempo programado. Para aqueles que foram antes, guarde a convicção de breve reencontro e ore pela felicidade deles. Eles receberão a mensagem de seu coração.