segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os caminhos do amor não correspondido

Por Sandra Cecília F.de Oliveira 


Passam pelo meu consultório muitos corações desiludidos. Algumas pessoas são carinhosas e dedicadas. Vivem o karma da desilusão amorosa. E embora tenham o coração amoroso, este vive solitário. A pessoa amada não anda no mesmo compasso; não percebe a dedicação e o sentimento.

Na Terra, vivem vários tipos de espíritos encarnados. Essa diversidade de temperamento e evolução espiritual pode ser encantadora se você tiver autoestima e for otimista. Nem sempre aquele que sofre por amor carece de autoestima. Muitas vezes, são mulheres e homens bem sucedidos; pessoas encantadoras.

Só as almas gêmeas parecem dançar no mesmo ritmo. É o mesmo tipo de sintonia fluídica, de valores morais e afinidades espirituais. Gostam das mesmas coisas e existe uma troca benéfica de energia. Um não domina e nem floresce à custa do outro. São casais invejáveis e dignos de admiração.

Outra espécie de relacionamento amoroso envolve a diferença no ritmo. Um é mais dedicado do que o outro, mais terno ou apaixonado. Pode ser mais evoluído e perdoa com facilidade. Ensaia na Terra o amor incondicional. Ele é feliz porque ama e, não, porque é amado. E, com o tempo, a pessoa amada reconhece a dedicação e o respeito e começa a vibrar no mesmo diapasão. No entanto, nem todas pessoas reconhecem um amor verdadeiro. E só o reconhecem quando perdem a pessoa amada.

Alguns casos de amor sobressaem pela intensidade da paixão. A pessoa ama tanto que faz tudo pela pessoa amada. Gosta de vê-la feliz e quase nada recebe em troca. Podem ser alguns momentos onde trocam juras de amor. O alvo do seu amor pode ser uma pessoa comprometida ou casada. O coração de quem ama em segredo dói muito, mas a escolha é da pessoa. Existe uma diferença entre o amor verdadeiro e o amor doentio. No amor verdadeiro, a pessoa tem autoestima suficiente para deixar o amado ir embora e cuidar da sua vida. Sabe que merece ser amado. No amor doentio, a mulher e o homem investem na pessoa de uma maneira insistente. Nada importa a não ser viver aquela paixão. São ciumentos e possessivos. Muitos partem para uma decisão drástica. Os jornais estão repletos dessas tragédias passionais. Quem ama de verdade não mata!

São vários os tipos de união:

União de almas gêmeas evoluídas: reencarnam para viver o Bem e a Fraternidade. Relacionamento muito raro na Terra.

União de almas gêmeas: espíritos que têm muito ainda a resgatar, mas se amam de verdade. Geralmente, se dão muito bem e se conhecem através do amor à primeira vista. Viveram uma história de amor em outras eras.

Espírito evoluído e a pessoa amada ainda em estágio inferior: união para resgate de débitos contraídos em vidas passadas. Os seres evoluídos amam tanto que colaboram para a evolução do ser amado.

Espíritos em estágio inferior de evolução: casais que se apaixonam, mas sofrem muito por causa das imperfeições da alma. Vivenciam o ciúme, o egoísmo e a intolerância. Relacionamento muito comum na Terra.

União marcada por intensa paixão; corpos que se desejam muito; magnetismo sexual. Em alguns casos, união planejada pela Espiritualidade Maior. Sem a paixão jamais se apaixonariam. Em alguns casos, o relacionamento pode passar da atração divertida para o amor. Resgate de débitos graves contraídos em outras eras. Se for apenas atração física, passada a atração inicial, afastam-se.

Alguns casamentos são planejados no plano espiritual antes do reeencarne dos espíritos. O casal promete se unir para formar uma família e resgatar os débitos contraídos no passado. Quando encarnadas na Terra alguns espíritos falham na sua missão. Abandonam a estrada porque não conseguem tolerar as imperfeições da pessoa amada. Ou mesmo porque o outro não cumpriu com as promessas de amor e respeito. Deus não deseja uma união cheia de ódio e desrespeito. A Espiritualidade Maior não interfere nas suas escolhas amorosas e nem no seu livre-arbítrio. Amar alguém acontece; ficar ou não com essa pessoa pode ser uma escolha.

O amor verdadeiro é o de alma para alma; sobrevive ao tempo, às imperfeições da carne e às intempéries da vida. O amor verdadeiro é incondicional; o amor das almas elevadas. A união entre dois espíritos encarnados é o ensaio para um Amor Maior e a Fraternidade. O amor deve caminhar pela estrada espinhosa do perdão e da tolerância mútua. E, principalmente, pelo respeito. Almas que não se respeitam, zombam do amor e dificilmente continuarão juntas.

Se você vive um amor não correspondido, agradeça a Deus a oportunidade de amar. O amor entre duas pessoas é sagrado! É necessária uma troca harmoniosa de energias. E isso não acontece no amor não correspondido. Você deseja amor; a pessoa amada só quer amizade. Você deseja se casar e formar uma família e o eleito do seu coração deseja apenas uma aventura. Deixe o pássaro voar! Se, um dia ele voltar, será somente seu! O amor aparece quando a gente menos espera! Aproveite as oportunidades de conhecer gente interessante! Seja feliz!

domingo, 3 de maio de 2015

Decepção Amorosa

Um outro aspecto que observamos é que grande número de pacientes depressivos não consegue aceitar ou administrar certas perdas que a vida lhes impôs. Isto passa pela "perda" de entes queridos e pelos revezes amorosos.
Falemos um pouco sobre as decepções na área afetiva.
Hoje em dia é muito comum que as pessoas, ao romperem um relacionamento afetivo, especialmente guiando o parceiro provoca o rompimento, aquele que foi abandonado ou traído não consegue suportar a desvinculação, caindo em ações de desequilíbrio e depois de depressão.
Quando uma pessoa cultiva uma fixação mental e emocional em alguém que passa a ser responsável pela sua felicidade ou desgraça, isso pode vir a desaguar num autêntico processo OBSESSIVO de encarnado para encarnado, podendo culminar, em casos extremos, em crime passional ou suicídio.
Por aí se vê o grande erro em colocar-se a própria felicidade numa pessoa, Se esta, em cujas mãos depositamos o nosso destino e que, segundo pensamos, tem a incumbência ou obrigação de nos fazer feliz, tiver outra preferência, mudar de ideia, gostar de outro, o mundo virá abaixo.
O Desespero toma conta da criatura como se não houvesse mais nenhuma perspectiva de voltar a ser feliz. Muitos, nesta situação, dizem não suportar a vida sem a tal pessoa, que tudo acabou, que ela a completava e, por isso só  há uma saída: a morte, para ficar livre do sofrimento, do vazio que a sua perda significa.


Prossegue Suely Shulbert pedindo a leitura da obra Obsessão e Desobesessão de Divaldo Pereira Franco, e prossegue na página 83, de Transtornos mentais falando:

Quem se mata por amor não pensou direito. Deixo de ressaltar aqui as gravíssimas implicações e consequências do suicídio explicadas e demonstradas pelo ESPIRITISMO, para analisar o assunto sob outro angulo. Queremos falar não apenas do ponto de vista feminino, pois não são unicamente as mulheres que põem termo à vida ao se sentirem abandonadas por alguém, mas também do ponto de vista masculino, pois os homens se matam ou matal em razão de uma decepção amorosa.
Vejamos a situação. Uma pessoa ama alguém que resolve partir, arranjou um novo amor, mudou de ideia, deu fim ao relacionamento. Pega o que lhe pertence, faz as malas e se vai. Não Chora, não está desesperado, talvez até aliviado ou contente. Quem fica se desespera, às vezes se rebaixa de todas as formas possíveis para forçar a retomada do relacionamento. Julga que a vida acabou, por isto chora desesperadamente, entra em depressão. Devagar, a ideia de pôr fim à própria vida começa a crescer em seu íntimo. Alguns chegam a consumar o ato.
Nosso parecer sobre esse dramático momento tem outro enfoque. Se não, vejamos: a pessoa pensa em se matar, julga que irá provocar o arrependimento ou, na melhor das hipóteses, que irá provocar o arrependimento ou, na melhor das hipóteses, que irá provocar um sentimento de culpa naquele que desgraçou sua vida. Ledo engano!
Em pouco tempo será esquecido! Essa é a dura realidade, mas é o que acontece, Assim é preciso pensar se o chamado traidor vale o sacrifício ou a vingança que esteja sendo premeditada.
O suicídio não é a saída e sim um terrível agravamento do caso em relação à própria pessoa. Quem prejudicou continua vivo e aproveitando a vida. Viva e deixe viver, é o melhor caminho.

Suely Shulbert recomenda o livro Memórias de um Suicida, de Ivvone Pereira.

Prosseguimento deste texto pode ser lido na obra que indicamos aos senhores que lêem este BLOG.

Trouxe amadas e amados, uma parte deste livro que acho fantástico pela segunda vez neste BLOG, temos que enfrentar as relações que eram lindas e maravilhosas e trouxeram dor, deixar ir, pois isto pode virar como disse Suely, OBSESSÃO DE ENCARNADO PARA ENCARNADO, e no futuro um virar OBSESSOR DO OUTRO.

Se existisse amor, ninguém abandona, vemos mulheres ficando com bandidos, viciados, loucos, perturbados  sexolatras, e nada muda.
Tecnicamente existe amor, com o tempo perdão, se não existe as mulheres largam e os homens também.
Se vingar de alguém que é incapaz de dizer eu te amo, de amar, de perdoar, entrando em sites de relacionamento é se auto destruir, pensem bem nisto.

Um longo trabalho na casa espírita, para se verem livre do tipo de espíritos que foram atraídos para estas relações polemicas.
Não existe como o passado voltar, é necessário seguir, deixar ir, sim eu sei que existem casos, que a família impõe o fim da relação da mulher com o amante, mas se ela amou mesmo, e voltou por pressões familiares, religiosas, e financeiras, um dia ela largará tudo de novo, para ficar ao lado do ser amado, então é perder tempo e saúde e aprendizado espirita com isto.

Deixe ir pois com o tempo as respostas surgem, e se o amor foi aquele para sempre até na vida além da vida, acreditem ele irá vencer.




Tratemos de nossa vida, de nossa mente, de nosso espírito, libertemos o ser amado, para que ele viva suas novas experiências, e um dia se houver o reencontro, ambos com base na realidade, no amor, e no perdão avaliar se existe chance de uma nova história de amor.

Sem suícidos, sem assassinatos, sem dores, que depois para consertar fica impossível, devemos pois pensar no que estamos fazendo para nós e para quem de fato amamos, ou pensamos amar.
Recomendo a terapia do espelho do DIVALDO FRANCO, é fantástica, logo, se PERDOEM, não existe relações erradas de um lado só, os dois lados erram, mais ou menos.

O importante é seguir a vida, guardar o aprendizado, afinal esta pessoa estará ao seu lado no plano espiritual, ou voltará um dia em sua vida, então em equilíbrio, em fé, resolverem que farão, ou se deixarão para uma próxima encarnação.


David Guilherme Campos Chinaglia

sábado, 2 de maio de 2015

Relacionamento conjugal na Visão Espírita


                       
O Namoro
Todo o relacionamento conjugal precede de um determinado tempo de maturação afetiva, marcado por um período denominado NAMORO.
O Namoro, segundo a visão espírita, se traduz por suave encantamento, onde dois seres descobrem um no outro de maneira "imprevista", motivos e apelos para a entrega recíproca, numa relação matrimonial e familiar.
No plano espiritual estes encontros são traçados obedecendo às Leis da reencarnação entre espíritos que, possivelmente, já tenham partilhado experiências passadas a nível afetivo e sexual.
Embora os estudos terrenos estejam propensos a designarem a atração entre dois seres através da libido, não podemos negligenciar que esta ligação vai além do físico, pois contamos com inteligências desencarnadas neste "jogo afetivo" resguardando e guiando companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
O Casamento
O Espiritismo ensina-nos que o casamento "é um progresso na marcha da Humanidade" e que a sua abolição significaria o "retorno à vida animal". 
(O Livro dos Espíritos, Questões 695 e 696 )

O casamento ou união de dois seres origina um regime de vida em comum pela qual duas criaturas se confiam uma à outra no campo da assistência mútua, na criação e desenvolvimento de valores para a vida implicando em direitos e deveres de um para com o outro.
Para além da união física e moral, o ser liga-se a outro com um compromisso afetivo, sendo estabelecido entre ambos um circuito de forças pelo qual se alimentam psiquicamente de energias espirituais em regime de reciprocidade.
Quase sempre recebemos como cônjuge a quem muito prejudicamos no passado ou a quem conduzimos ao desequilíbrio. 
Há quem fuja à responsabilidade do matrimônio para evitar problemas ou sofrimentos inerentes aos compromissos previamente assumidos no plano espiritual. Estará assim adiando o seu resgate.
(Questão 298 do Livro dos Espíritos)
A maior parte dos relacionamentos matrimoniais que se distinguem felizes, só o são, relativamente pelas afinidades de suas inclinações e instintos.
Apenas nas esferas superiores, advertem-nos a Espiritualidade, é que se encontra a verdadeira união e reciprocidade entre os espíritos.

União Feliz
Quando dizemos que ansiamos para encontrar a nossa "cara metade", estamos desejando uma relação a dois feliz. Pensamos encontrar alguém que nos complemente de todas as formas.
Geralmente marcada por resgates de provas ou expiações, é o tipo de união mais propenso no nosso estágio evolutivo. Com mais ou menos intensidade, dependerá de várias condicionantes pretéritas para determinar a sua complexidade.
Nas ligações terrenas encontramos as grandes alegrias; no entanto é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Isto porque, embora não percebamos de imediato, recebemos "quase sempre no companheiro da vida íntima os reflexos de nós próprios". (Emmanuel)
Através dos princípios cármicos - Lei da ação e reação - vamos resgatando nossos débitos através das provas, tentações, crises ou situações expiatórias.
Aquilo que passamos hoje, possivelmente, fizemos o nosso companheiro experimentar no passado.

As Responsabilidades Mútuas
Nos casos de aborto, a responsabilidade é comum quando de conhecimento mútuo.
Em casos de casais sem filhos, a causa poderá estar fundada em infertilidade de um dos cônjuges, ou de ambos, resultando em instabilidade emocional a nível familiar. Ou no caso de um dos dois não optar por filhos, tal gerará desentendimentos também a este nível. Tanto na primeira como na segunda hipótese a situação é delicada e poderá ser encontrada uma resposta através do passado espiritual.
Terapêutica: No primeiro caso a doutrina aconselha a adoção, pois nunca se saberá se os laços espirituais estarão próximos independentemente da consangüinidade. No segundo, é recomendada a paciência e o respeito pelo outro, ponderando em conjunto a melhor solução para a manutenção da família.
O Respeito e a cooperação em casa, nos afazeres domésticos, são importantes detalhes para a manutenção equilibrada e harmoniosa de uma relação conjugal. Principalmente, nos dias de hoje, que os jovens casais fracionam o seu dia entre o seu trabalho profissional e a casa e que, muitas vezes, se vêm confrontados com situações delicadas a este respeito. A formação por parte dos pais, por melhor que seja, nem sempre se ajusta às necessidades atuais, visto que as gerações vão modificando as suas expectativas.
A cooperação nas pequenas coisas deve ser constante na vida a dois, principalmente hoje, na vida moderna.

Diálogo
Através do diálogo e bom senso, o casal passa a conversar acerca das suas diferenças e mutuamente procuram um consenso.
A primeira condição para o sucesso do diálogo está em saber ouvir. 
A falta de paciência de um dos cônjuges em ouvir o outro contribui para que haja mágoa, decepção, influindo negativamente no próprio relacionamento do casal. 
E quando se diz dialogar é em tom baixo e respeitoso e não pendendo para a discussão.
Terapêutica: O diálogo é edificante, a discussão desestabilizadora. 
É de tal conveniência para a harmonia do casal que tanto o esposo quanto a a esposa reservem sempre tempo para conversar, seja à noite seja fins-de-semana. 
É preciso não permitir que o diálogo torne-se cada vez mais raro.
O casal deve saber ceder. 
Na convivência conjugal, nenhum deve deixar prevalecer a sua vontade de forma impositiva e nem deixar que o outro se anule para atender as suas exigências egoísticas. 
Cada um tem a sua personalidade e consciência que precisam e devem ser respeitadas. Nenhum tem o direito de cercear a liberdade do outro, desde que esta não corrompa o respeito e as responsabilidades mútuas assumidas enquanto casal. 
Infelizmente ainda possuímos o desejo de "limar" as imperfeições e defeitos do outro segundo os nossos critérios e modelos mentais. 
Devemos aceitar as diferenças com carinho, respeito e dignidade.

As Diferenças entre os cônjuges
Não esperemos que o nosso cônjuge não tenha defeitos. Todos os temos. Bastará algum tempo de convivência para nos darmos conta dos defeitos dele e ele dos nossos.
A aceitação será o melhor caminho.
Sem dúvida o cônjuge poderá ajudar o outro a combater as suas más inclinações. Mas essa ajuda terá que ser dada com muito cuidado, de forma amiga, respeitosa, longe de terceiras pessoas, para não ferir a sua sensibilidade, caso contrário, será uma atitude profundamente infeliz e deselegante.
Infelizmente, constatamos muito mais as atitudes constrangedoras. 
Para o cidadão comum, deveria representar um código de ética as atitudes baseadas na benevolência e indulgência; para nós espíritas, para além de um código de ética moral, representa uma atitude cristã.
Outro hábito anticristão é o de utilizar expressões depreciativas para os defeitos do cônjuge - incluindo
também as brincadeiras de mau gosto. As qualidades é que devem ser exaltadas contribuindo para uma harmonia constante e admiração mútua entre o casal.

Alterações afetivas no Casamento
No princípio tudo é sonho - é Lua de Mel!
Depois o quotidiano se encarrega de moldar o nosso olhar para as experiências, retirando o véu de ilusões. Em muitos casos a afeição perdura e amadurece. Mas em uma esmagadora maioria a união se desencanta e aí verificamos se os cônjuges estão unidos verdadeiramente em espírito.
Com a chegada dos filhos, a situação agrava-se, pois o carinho e a afeição que está dividida entre duas pessoas, passa a ser partilhada por mais.
O casamento repentinamente promissor "adoece". Os desafios do quotidiano representam conflitos, moléstias, falhas de formação e temperamento.

Ciúme
A união conjugal deve estar apoiada na confiança mútua, conquistada e não imposta.

Confiança:
Motivos de abalo
  • Pequenas      mentiras
    • (muitas       vezes antes do casamento)
  • Traição
    • (dificilmente       a confiança é reconquistada)
O cônjuge ciumento fere profundamente o outro quando por motivos infundados, arriscando o desgaste da relação e frequentemente provocando separações.
O ciumento é infeliz, vítima da sua insegurança. 
Por outro lado, o cônjuge que é vítima do ciúme deve armar-se de muita compreensão para evitar o desgaste e a dissolução do casamento.
A doutrina nos orienta ajudando-nos a entender que muitas causas reais de males e aborrecimentos estão radicadas em vidas anteriores.
Terapêutica: Os cônjuges devem procurar a educação permanentemente para terem e concederem liberdade ao parceiro sem que venham a abusar dela.
Caso o desajuste seja de difícil solução deve-se sempre ponderar saídas alternativas à separação.

Crises na vida conjugal
Podem afetar ambos ou a um dos dois. 
As causas podem ser as mais variadas, dentre as quais:
  • Problemas      financeiros
    • (mais       comuns)
  • Processo      obsessivo
    • (não       perceptível claramente)
Ambos os motivos podem gerar certa indiferença afetiva com evidentes repercussões no relacionamento conjugal.
O casal, principalmente o espírita, deve estar preparado para enfrentar estes momentos de crise, recorrendo a medidas preventivas que estão no Evangelho de Jesus, instruindo-se através das obras da codificação.
Problemas Financeiros - Costumam exercer grande influência no relacionamento conjugal, quando:
  • O marido      deixar de colocar à disposição do lar o dinheiro necessário para as despesas      normais.
  • Quando há      controlo rígido por parte do marido acerca do dinheiro que disponibiliza      para a esposa.
  • Por vezes      torna-se problemático a mulher ganhar mais que o marido.
  • Quando há      escassez ou excesso de dinheiro que possa influenciar a estabilidade      emocional do casal.
A Doutrina Espírita fornece meios para que modifiquemos o nosso olhar para as diversas situações problemáticas, através do entendimento do presente, considerando as provas e expiações inerentes ao nosso passado espiritual. O ser ao deparar-se com a sua situação de vida motivada pela compreensão dos fatos, tornar-se-á mais resignado e prudente na sua conduta mental e ativa. 
Estará mais motivado em todos os aspectos, fomentando a fé e a esperança no dia de hoje para que o amanhã seja mais promissor.
Portanto, não há passividade e sim atitude pacífica de aceitação e na confiança de que nada acontece por acaso.
Tanto na escassez como na abundância, o dinheiro representa um empréstimo que Deus confere aos homens para o uso ao bem geral. Alimentando paixões é desvirtuar-lhe a finalidade justa.
O dinheiro familiar deve ser empregue para a sua manutenção, sem deixar melindres tanto ao homem como à mulher, de reter a sua pequena porção para o seu uso pessoal.
Problemas obsessivos - Tanto a vítima da obsessão quanto o cônjuge, na maioria das vezes, nada percebem; porquanto os obsessores não criam o mal da vítima; apenas identificam as tendências e as estimulam de forma intensa e persistente procurando exacerbá-las.
Entre as várias conseqüências da ação obsessiva, a que ocorre com mais freqüência é a

INFIDELIDADE CONJUGAL.
Os obsessores atraem para o obsedado, pessoas com necessidades afetivas e determinados desejos sensuais.
Passada a fase de júbilo, de grandes satisfações, os obsessores mudam de tática levando a vítima ao desinteresse gradual e à infelicidade incitando-o ao sentimento de culpa.
Terapêutica - Eis porque o casal deve cultivar o Cristo no Lar. O trabalho persistente na seara do bem, a oração constante e a harmonia em casa, são recursos de valor inestimável para proteger a família das investidas das entidades infelizes: 
" Vigiai e orai para não cairdes em tentação " - disse Jesus.

Separação
O homem da atualidade tem encarado com muita naturalidade a separação conjugal, não exigindo motivos muito fortes para consumá-la - uma simples incompatibilidade de gênios.
À luz do Espiritismo, a separação se constitui em decisão muito séria, que só deve ser tomada em situações extremas.
A maioria dos casamentos na Terra,  por serem provacionais, requerem muita renúncia para serem levados até ao fim.
Frequentemente os casais confundem diferenças de gostos e ideais com incompatibilidade. É muito raro que as pessoas não apresentem tais diferenças.
É necessário aprenderem a dialogar e a se respeitarem mutuamente, e assim poderão viver em paz no lar. Mas o egoísmo leva o casal a a agir de forma antagônica.
Sob o ponto de vista espiritual é recomendado o esforço para melhorar-se a si próprio, tomando consciência dos seus defeitos corrrindo-os, auxiliará à melhoria da relação, possivelmente convertendo aversões do pretérito em razoável amizade.
A separação não será solução pois significará o protelamento de reajustes indispensáveis e, por conseguinte, a falência da união perante as Leis de Deus.
Quando envolve filhos, a separação pode significar profundas alterações de rariz imprevisível, desviando-os do curso da própria vida, em situações por vezes debilitantes e de graves conseqüências - vícios, desajustes psicológicos, etc.
Se for desejada por um dos cônjuges por fuga ao compromisso assumido, não haverá outra alternativa senão aceitá-la pacificamente. 
Neste caso, se a relação implicava reajuste, àquele que sucumbiu ao seu compromisso será exigido resgate futuro. 
Mesmo assim não devemos julgar os motivos de uma separação. Cada caso é um caso.

Romantismo
A preservação do romantismo é indispensável à consolidação da vida conjugal.
Muitas vezes o romantismo se dilui devido a vários fatores do quotidiano e envolvência excessiva pela rotina diária, conduzindo o afeto mútuo ao engano através de decepções, indiferença, desprezo, falta de diálogo, egoísmo, grosseria, maus tratos, infidelidade, etc.
A mente tem papel importantíssimo neste assunto. Se ela está voltada constantemente para a pessoa amada, nosso sentimento para com ela aumenta, evolui.
Lembra-se quando você estava apaixonado pelo seu companheiro?
Pequenos gestos são importantes e afastam a indiferença que afeta corrosivamente a relação a dois.
É muito importante continuar com as suas "pequenas investidas" no seu parceiro, tal como no princípio, mantendo a chama acesa.
Se a fase da vida não lhe permite vivenciar este romantismo, seja qual for a razão, então encontre na amizade e carinho pelo seu parceiro o caminho para o mais elevado sentimento de amor espiritual, dando-lhe muita ternura de forma prazerosa sem nada querer receber.
Jesus nos ensina que onde está o nosso tesouro aí está também o nosso coração. 
Se um cônjuge considera o outro o seu tesouro, com ele estará o seu coração e toda a sua afetividade.

(Questão 298 do Livro dos Espíritos)
As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um  se reunirá?
"Não; não há união particular e fatal de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos; da concórdia resulta a completa felicidade."

(Questão 303 do Livro dos Espíritos)
Podem tornar-se de futuro simpáticos, Espíritos que presentemente não o são?
"Todos o serão. Um Espírito, que hoje está numa esfera inferior, ascenderá, aperfeiçoando-se, à em que se acha tal outro Espírito. E ainda mais depressa se dará o encontro dos dois, se o mais elevado, por suportar mal as provas a que esteja submetido, permanecer estacionário."

(Questão 303 a) do Livro dos Espíritos)
Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam?
"Certamente, se um deles for preguiçoso."

Kardec ainda complementa:
A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram. Necessariamente, limitado sendo o campo de suas ideias, exprimiram seus pensamentos com os termos de que se teriam utilizado na vida corporal. Não se deve, pois, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos, tenham, fatalmente, que se unir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

INSUCESSO AMOROSO


Insucesso Amoroso por  Osvaldo Shimoda 

Certa ocasião, uma paciente me procurou pelo fato de seus relacionamentos amorosos não darem certo. Veio ao meu consultório com muita culpa por achar que seus padrões mentais negativos é que estavam atraindo homens desfavoráveis. Em verdade, ela percebeu que dois fatores colaboraram para cultivar essa culpa: A igreja católica e os livros de auto-ajuda. A igreja católica ainda hoje prega a idéia de que o casamento é indissolúvel perante Deus. Desta forma, ela se sentia duplamente culpada, isto é, por ter dissolvido o seu casamento com o seu marido, e por sentir-se responsável pelo seu fracasso. Expliquei-lhe que nem sempre homens e mulheres vêm à vida terrena para se relacionarem com uma única pessoa e ficarem para o resto de suas vidas juntos. Procurei esclarecê-la que, dentro da visão reencarnacionista, tudo vai depender de seu programa reencarnatório, ou seja, de seu propósito de vida. Se no seu programa reencarnatório o objetivo é de se reencontrar com uma determinada pessoa apenas para resgatar pendências cármicas de uma vida passada e, cada um seguir o seu caminho, após suas respectivas aprendizagens, não há porque continuar juntos até o final de suas vidas. Neste sentido, há pessoas que não vieram para casar ou constituir uma família nesta vida. Seu propósito de vida, de aprendizagem, portanto, é outro. Sua culpa também foi reforçada pelos livros de auto-ajuda que dizem que atraímos parceiros(as) desfavoráveis pelo fato de cultivarmos padrões mentais negativos (crenças) a nível inconsciente do sexo oposto, ou pelo medo da intimidade, ou seja, medo de se entregar num relacionamento afetivo por conta de uma desilusão amorosa que sofrera. Daí atrair inconscientemente parceiros(as) desfavoráveis para não se envolverem afetivamente. Desta forma, homens e mulheres buscam se auto-sabotar, portanto, para evitarem seus temores em se envolver e virem a sofrer novamente. Disse-lhe que concordava plenamente com essas idéias que explicam as causas do insucesso amoroso. No entanto, procurei alertá-la sobre o perigo de se generalizar a causa de um problema, pois cada pessoa é única, singular e, portanto, também apresenta uma história de vida única. Mesmo irmãos gêmeos univitelinos, ainda que semelhantes entre si, não têm - em absoluto - uma personalidade idêntica. Se partirmos do pressuposto que somos seres imortais, que já existíamos antes de nascermos neste mundo, e que trazemos atitudes negativas e positivas, frutos de experiências adquiridas em vidas passadas, é evidente que a nossa história de vida será única também. Neste sentido, muitos livros de auto-ajuda incorrem no erro de adotar uma visão simplista, de "rotular" a causa de um problema, generalizando-a. Exemplificando: Se uma pessoa tem problemas nas articulações, esses livros atribuem a causa a personalidades inflexíveis e rígidas que se recusam a mudar, que resistem, portanto, ao processo de transformação. Realmente, isso é um fato na minha prática clínica, mas nem sempre a causa é essa. No meu trabalho em regressão, com os meus pacientes, nem sempre a causa advém de sua rigidez em querer mudar. Muitos regrediram e recordaram que, em vidas passadas, foram amarrados pelos braços e pernas a um aparelho de tortura pelos seus algozes que esticavam seus membros para torturá-los. Após revivenciarem e compreenderem a causa que gerou o problema, liberando a experiência traumática com forte conteúdo emocional, muitos desses pacientes soltaram o seu passado, não apresentando mais problemas nas articulações. Portanto, influenciada pela literatura de auto-ajuda, a paciente veio ao meu consultório se sentindo culpada por achar que o seu pessimismo e negativismo a faziam atrair homens 'desfavoráveis'. No entanto, ao regredir, descobriu que a causa de seu problema amoroso não era o que pensava inicialmente.