terça-feira, 7 de abril de 2015

Tende Fé em Deus

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: tende fé em Deus.” – (Marcos, 11:12.)
Bastas vezes, as dificuldades na concretização de um projeto elevado se nos afiguram inamovíveis.
Começamos por reconhecer-lhes o peso inquietante e estimáveis companheiros acabam por destacar-nos a importância delas, como a dizer-nos que é preciso renunciar ao bem que pretendemos fazer.
Tudo, aparentemente, é obstáculo intransponível…
Mas Deus intervém e uma porta aparece.
Há circunstâncias, nas quais o problema com que somos defrontados, numa questão construtiva, é julgado insolúvel.
Passamos a inquietar-nos e, não raro, especialistas no assunto comparecem junto de nós, apontando-nos a impraticabilidade da solução.
As obscuridades crescem por sombras indevassáveis…
Mas Deus interfere e desponta uma luz.
Em certas ocasiões, uma pessoa querida, ao perturbar-se de chofre, fornece a impressão de doente irrecuperável.
Afligimo-nos ao vê-la assim em desequilíbrio e, quase sempre, observadores amigos comentam a inexequibilidade de qualquer melhoria, induzindo-nos a largá-la ao próprio infortúnio.
Avoluma-se a prova que lembra angústia inarredável…
Mas Deus determina e surge um remédio.
Ocorrem-te no mundo as mesmas perplexidades, em matéria de saúde, família, realizações.
Salientam-se fases de trabalho em que a luta é suposta invencível, com absoluto desânimo daqueles que te rodeiam, mas Deus providencia e segues, tranqüilo, à frente.
Por mais áspera a crise, por maior a consternação, não percas o otimismo e trabalha, confiante.
Ouçamos, nós todos, a indicação de Jesus:
– “Tende fé em Deus”.
XAVIER, Francisco Cândido – Palavras de Vida Eterna – Ditado pelo espírito de Emmanuel, Editora Comunhão Espírita Cristã, Edição nº 34 de 2007, Páginas:  339 à 340, Uberaba – Minas Gerais/1965.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Discernir e Corrigir

“… com o critério com que julgardes sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”. – Jesus (MATEUS, 7:2)
Viste o companheiro em necessidade e comentaste-lhe a posição…
Possuía ele recursos expressivos e, talvez por imprevidência, caiu em penúria dolorosa…
Usufrui conhecimentos superiores e feriu-te a sensibilidade por arrojar-se em terríveis despenhadeiros do coração que, às vezes, os últimos dos menos instruídos conseguem facilmente evitar…
Detinha oportunidades de melhoria, com as quais milhares de criaturas sonham debalde e procedeu impensadamente, qual se não retivesse as vantagens que lhe brilham nas mãos…
Desfruta ambiente distinto, capaz de guindá-lo às alturas e prefere desconhecer as circunstâncias que o favorecem, mergulhando-se na sombra das atitudes negativas…
Mantinha valiosas possibilidades de elevação espiritual, no levantamento de apostolados sublimes, e emaranhou-se em tramas obsessivas que lhe exaurem as forças…
Tudo isso, realmente, podes observar e referir.
Entra, porém, na esfera do próprio entendimento e capacita-te de que te não é possível a imediata penetração no campo das causas.
Ignoramos qual teria sido o nosso comportamento na trilha do companheiro em dificuldade, com a soma dos problemas que lhe pesam no espírito.
Não te permitas, assim, pensar ou agir, diante dele, sem que a fraternidade te comande as definições.
Ainda mesmo no esclarecimento absoluto que, em casos numerosos, reclama austeridade sobre nós mesmos, é possível propiciar o remédio da fraqueza a doentes da alma pelo veículo da compaixão, como se administra piedosamente a cirurgia aos acidentados.
Se conseguimos discernir o bem do mal, é que já conhecemos o mal e o bem, e se o Senhor nos permite identificar as necessidades alheias, é porque, de um modo ou de outro, já podemos auxiliar.
XAVIER, Francisco Cândido – Palavras de Vida Eterna – Ditado pelo espírito de Emmanuel, Editora Comunhão Espírita Cristã, Edição nº 34 de 2007, Páginas:  373 à 374, Uberaba – Minas Gerais/1965.

domingo, 5 de abril de 2015

AS PROVAS CIENTÍFICAS


Por Aécio Pereira Chagas 


Certas pessoas, muitas vezes bem-intencionadas, buscam provas científicas referentes à imortalidade do Espírito, à comunicabilidade deste conosco, à reencarnação e sobre outros pontos fundamentais da Doutrina Espírita. Isso é muito salutar, mas o problema é que, entre essas pessoas, algumas passam toda a existência terrena procurando essas provas, ou melhor, atrás "da prova", e nunca a encontram apesar de terem tido contato com inúmeros fatos que a confirmam. Algumas assim agem por um ceticismo crônico, crentes de bem procederem cientificamente, pois acreditam (aqui elas não são céticas) que um "verdadeiro cientista não tem idéias preconcebidas". Acho que essas pessoas que passam o tempo todo atrás das provas e continuam insatisfeitas precisam ser informadas do que vem a ser uma "prova científica". É o que pretendemos mostrar. 


Vamos utilizar-nos de um exemplo para ilustrar nossos pontos de vista. E o que escolhemos é a "teoria atômico-molecular", devido à nossa experiência como pesquisador no campo da Química. O que se segue é um diálogo imaginário (ou não tão imaginário assim) que tivemos com uma pessoa a princípio cética. 


Inicialmente ela nos perguntou: 


-- "Você acredita na existência de átomos e moléculas?" 


-- "Não só acredito, mas sei que eles existem", respondi. 


-- "Como você pode provar isso?" 


-- "Não lhe posso oferecer nenhuma prova como aquelas apresentadas nos tribunais; inclusive nunca os vi, toquei ou mesmo os senti de alguma maneira, nas formas que penso que sejam. O que me faz saber que os átomos e as moléculas existem é um conjunto de evidências experimentais, um conjunto de provas. Nenhuma delas por si é suficiente par provar a existência dos átomos ou das moléculas. Vendo a coisa de outra maneira, todo esse conjunto de evidências experimentais ou de experimentos só pode ser explicado, entendido, racionalizado, por meio da admissão da existência dos átomos e moléculas, e essa miríade de experimentos é que constitui "a prova". Cada um dos experimentos, considerados separadamente, pode até ser explicado por outras hipóteses ou teorias, mas até hoje ninguém encontrou nenhuma outra alternativa que desse conta de todo o conjunto de experimentos considerados, a não ser a "teoria atômico-molecular". Um dado experimento pode ser explicado pela hipótese de que a matéria é contínua, alguns outros também, mas há muitos outros que não. Podemos até inventar hipóteses as mais estapafúrdias, mas com lógica e bom senso perceberemos que poderão dar conta apenas de alguns poucos fatos. Não vou citar aqui os experimentos; nas bibliotecas encontramos centenas e centenas de descrições deles. 


"Ainda mais: como já sei que os átomos e as moléculas existem, como cientista não vou mais procurar provas de sua existência. Vou daí para a frente. Vou realizar experimentos nos quais a priori já considero existentes os átomos e moléculas, e os resultados têm sido até agora coerentes com isso. Assim procedem também os meus colegas cientistas do mundo todo." 


Da mesma maneira que se faz a pergunta sobre os átomos e as moléculas, faz-se também com relação à existência dos Espíritos e a outros pontos que mencionamos no início deste artigo. A resposta que daríamos a essa pergunta seria a mesma dada sobre os átomos e as moléculas: "Não só acredito, mas sei que eles existem." -- "Como você pode provar isso?" -- "Não posso lhe oferecer nenhuma prova, como aquelas apresentadas num tribunal; inclusive nunca os vi, toquei ou mesmo os senti de alguma maneira, na forma que penso que tenham. O que me faz saber que os Espíritos existem é um conjunto de provas (...)." O leitor poderá continuar o diálogo, é só trocar 'átomos e moléculas' por 'Espíritos'. Alternativa para 'Espíritos' (como a hipótese da matéria contínua no lugar dos átomos)? É só procurar uma dessas muitas explicações "parapsicológicas" que há por aí (o inconsciente etc.). 


Quanto aos novos experimentos, já há uma diferença: são poucos os que vão à frente, a maioria ainda está querendo "provar" que o Espírito existe. 


Se as pessoas que buscam provas sobre esses pontos básicos da Doutrina Espírita, após examinarem todo esse conjunto de evidências que a própria Doutrina oferece, além de outras procedentes de fontes não espíritas, ainda quiserem "a prova", é porque continuam desinformadas sobre a atividade científica (ou não a aceitam) ou realmente não querem aceitar nada. Mas isso não acontece apenas com o Espiritismo. Com átomos e moléculas hoje em dia não se pode ser cético, mas com outras coisas... Há pouco ouvi: "(...) afinal de contas, a teoria da Evolução ainda não está cientificamente provada"... 




Artigo publicado em Reformador, agosto de 1987, pp. 232-33. 

sábado, 4 de abril de 2015

O PODER DO PENSAMENTO

Pensamento e Inércia

Por Carlos Bernardo Loureiro

Após a morte de Helena P. Blavatsky, em 1891, os discípulos de C. W. Leadbeater e Annie Besant deram a lume o livro "Thughtforms" (Formas Pensamento), lançado no Brasil pela Editora Pensamento. As pesquisas dos dois teosofistas partiram dos trabalhos do Dr. Hippolyte Baraduc, na expectativa de confirmar, como realmente confirmaram, as informações colhidas através da vidência. Os pensamentos-emoções, irradiados por uma pessoa manifestam-se em determinadas formas e cores. Observou-se que o conteúdo moral dos pensamentos determinadas formas. Ódio, amor, felicidade, agressividade, medo, frustração, cada sentimento produzia imagem distinta, específica. Leadbeater e Annie Besant concluíram que as pesquisas que se realizavam poderiam revolucionar a Ciência que, finalmente, poderia envolver-se no estudo sobre os fenômenos psíquicos. Mas, a Ciência jamais se interessou por esse tipo de pesquisa, salvo isoladas investigações (algumas notáveis) a cargo de cientistas do porte de T. Fukurai, o francês Comandante Darget e o alemão Barão Albert S. Notzing, os dois últimos notáveis experimentadores no campo da ectoplasmia. Por volta de 1910, o Dr. Fukurai realizou uma série de experiências com um grupo de médiuns. Solicitava que transferissem símbolos e signos da escrita japonesa para uma chapa fotográfica, usando tão somente a força do pensamento. O método do Dr. Fukurai antecipava, em anos, o que seria utilizado com o sensitivo americano Ted Sérios.
Considerava-se, assim, o pensamento como uma forma de energia, que conseguia imprimir nas chapas fotográficas, diretamente, imagens e signos. O êxito dessas revolucionárias experiências não conseguiu, porém, sensibilizar os setores ortodoxos da Ciência oficial. Houve, até, acerba reação ao trabalho do Dr. Fukurai, por parte de seus colegas da Universidade Imperial de Tóquio. A ignorância, o preconceito, o espírito de sistema, a velha e perniciosa inveja sempre se constituíram obstáculos aos avanços científicos. Na atualidade, o estudo dos fenômenos psíquicos, promovidos pelos encarnados (vivos) e desencarnados ( mortos? ), tem avançado consideravelmente. Criaram, até, em Laboratório o termo PSI, retirado da letra grega de igual nome, por Thouless e Wiesner, para designar qualquer espécie de conhecimento que se não coaduna com as leis científicas usuais. Estabeleceram uma divisão:

PSI-GAMA (ou Mentais)
PSI-KAPA (os Físicos)

Em 1969, dezembro, a "American Association for the Advancement of Science" aceitou a filiação da "Parapsychological Association". O fato representa o coroamento de longa e penosa luta desde os tempos gloriosos das pesquisas psíquicas. Tem-se como provada a realidade dos fenômenos de telepatia, da clarividência, da precognição e da psicocinesia. Mas, deve-se fazer justiça ao Mestre Allan Kardec: ele foi o responsável direto e consciencioso de todo o processo de investigação em torno do homem e da alma, a partir do momento em que lançou, em Paris, "O Livro dos Espíritos", a 18 de abril de 1857.

Héctor Durville (1848-1923), continuador da obra do magnetizador Barão Du Potet, realizou extraordinárias experiências sobre o desdobramento espiritual. Escreveu uma obra clássica a respeito do magnetismo, de parceria com Paul C. Jagot. Certa ocasião, uma médium levada, por Héctor Durville ao estado sonambúlico descreveu o seguinte:
O paciente pensa, o médium lê.
"Não posso ouvir a sua voz, mas "vejo" seus pensamentos como espécies de raios de luz saindo de seu cérebro; eles emanam de sua própria alma; nós, almas livres, conseguimos ver com incrível facilidade as vibrações que a alma emite, através do organismo físico, ao pensar."

Eis por qual motivo almas mais adiantadas podem ler nossos pensamentos, a eles reagindo conforme o teor de que os mesmos se revestem. Em escala menor, é claro, pode-se identificar o fenômeno da Natureza. Cleve Backster, pioneiro da moderna pesquisa sobre o comportamento dos vegetais, admite que eles possuem, ainda que a nível primário, um tipo de percepção cujo mecanismo é uma incógnita. Após uma série de demoradas experiências, Cleve Backster (com o seu Polígrafo) começou a ter acesso ao fantástico universo emocional das plantas. Constatou que uma planta doméstica às vezes escolhe uma pessoa que se encontra na sala e começa a produzir no Polígrafo um padrão gráfico que reproduz, à perfeição, as batidas cardíacas da pessoa tomada como modelo. As plantas "sabem" quando devem encenar um "desmaio" estratégico. Quando um cientista canadense visitou Backster, para observar as suas experiências, as plantas não se manifestaram. Enquanto o pesquisador estrangeiro permaneceu no ambiente, as plantas não se prontificaram a cooperar, percebendo que algo determinara o "procedimento"das plantas, perguntou ao canadense se seus trabalhos, de algum modo, envolviam violências contra plantas. A resposta deixou-o espantado. - "sim, eu as levo ao forno, a fim de obter o seu peso seco para análise". Pouco tempo depois da partida do visitante, as plantas retornaram as suas surpreendentes manifestações...

O tema é sobretudo fascinante e perturbador. Admitindo-se que as revelações de Leadbeater e Annie Besant não se sustentem na ilusão, devendo ser tratadas como autênticos fenômenos, deve-se concluir que as formas-pensamento que ambos viram são compostas de uma matéria sutil, capazes de se movimentar. Vejamos o que esses expoentes da Teosofia informam a respeito: "Se os pensamentos de alguém estão concentrados em outra pessoa, a forma criada por tais pensamentos estão concentrados no próprio emitente, então eles ficam circulando à sua volta, sempre prontos a influenciá-lo." Eles finalizam: "O homem viaja pela vida dentro de um invólucro de pensamentos que ele mesmo cria".
Alguns cientistas, ao longo de suas pesquisas, perceberam que existe uma inquestionável relação entre o pensamento e a matéria. O físico Niels Bohr chegou a afirmar que "se quisermos interpretar corretamente a mecânica dos "quantas", suas experiências, e seus paradoxos, temos de aceitar o pensamento como uma ação puramente física".
Einstein, por sua vez, admite que "Do conceito de que a matéria é um fantasma eletrônico, até a idéia de que o pensar ; e uma imagem-pensamento que se materializa, não existe um grande passo".
Há algum tempo, o Físico Marcel Vogel, da Califórnia, realizou experiências utilizando-se métodos espectográficos, destinados a medir uma seqüência de pensamentos concentrados, e expressar os resultados graficamente. Voguel publicou os resultados de suas notáveis e revolucionárias experiências em 1973.

Vem-se observando, pois, que os fenômenos antes estudados e praticados pelo Ocultismo, constituem objeto das preocupações dos grandes cientistas, que não medem esforços para penetrar-lhes a natureza íntima de seus mecanismos. Na verdade, o que antes andava no terreno da superstição é matéria de laboratório. Afinal de contas, a fenomenologia espiritual tem a sua gênese na própria Lei Natural. E o pensamento é, nada mais nada menos, que a expressão do Ser espiritual quer esteja vivenciando uma existência corpórea ou incorpórea. Ambos, como afirmou Allan Kardec, têm condições de provocar idênticos fenômenos dependendo das circunstâncias ambientais.




sexta-feira, 3 de abril de 2015

A cura do corpo não é tão importante para a vida do espírito

A cura do corpo não é tão importante para a vida do espírito como acreditamos ser importante para a vida encarnada.

Trecho do livro Nascer Várias Vezes
  
Ver alguém sofrer, principalmente se for próximo, dá uma "dor no coração". Talvez o corpo não vá aguentar e aí chega-se ao fim da encarnação. Mais uma encarnação entre as muitas centenas  que o espírito já teve. Mais uma morte entre as milhares que este espírito teve ou terá. A vida do espírito é tão longa que sofrimentos duradouros para o corpo tornam-se "minutos" frente à imensidão da vida espiritual.
Tente lembrar do dia em que você, aos 4 anos de idade, levou um tombo e chorou muito. Provavelmente não se lembrará, porque é algo insignificante em sua vida atual. Mas, o aprendizado de andar corretamente está presente até hoje, evitando muitos tombos.

Lembre-se das brigas que teve por motivos que hoje considera ridículos. Hoje você percebe o quanto a imaturidade emocional e a falta de sabedoria podem gerar ou ampliar o sofrimento. Se você aprendeu a lição, muitas brigas serão evitadas. Se não aprendeu, muitas brigas por motivos ridículos ainda acontecerão.

As dificuldades tornam-se sofrimentos internos quando há falta de sabedoria e/ou imaturidade. Se alguém te trata mal, mas você sabe manter sua mente neutra e serena, o sofrimento será pouco ou nem existirá.

Todo sofrimento é a conjugação de um evento com a reação da pessoa a este evento. Se há aflição ou revolta, o sofrimento é maior do que se há paz e aceitação. Se há ódio ou medo, o sofrimento aumenta; se há disposição para enfrentar (coragem) e fé, o sofrimento diminui.

Neste sentido, a evolução espiritual, a mente clara e madura, é a melhor forma de combater o sofrimento. E o melhor, é o aprendizado que te permite enfrentar todas as adversidades com maior capacidade de solução.

A doença faz parte da organização da vida e é uma das formas do Universo se manter em constante transformação. A constante transformação da vida é um convite e um incentivo para as pessoas não se acomodarem e continuarem a desenvolver sabedoria.

É muito mais importante a sabedoria do que a segurança. Com a sabedoria a pessoa está preparada para enfrentar toda e qualquer novidade que apareça na vida. Novidades boas ou ruins necessitam adaptação e preparo para ter o melhor aproveitamento.
 É certo que um dia doença aparece na vida da pessoa. Seja através de um familiar doente, seja através de seu próprio corpo que transforma. Doença gera sofrimento? Sim, principalmente quando a pessoa não se preparou através da evolução espiritual e do ganho de sabedoria.

Suponhamos que o obstáculo da doença seja superado e o corpo voltou a ficar sadio. Dez anos depois o corpo adoeceu gravemente, novamente. O sofrimento vai acontecer de novo e na mesma intensidade? Depende! Se houve aprendizado e amadurecimento o sofrimento será menor.

Agora, imagine um novo corpo, 500 anos depois. O mesmo espírito em um novo corpo. E volta a doença. Com sabedoria não haverá sofrimento ou haverá muito pouco.  É a sabedoria desenvolvida que é importante para a vida do espírito, e não a cura do corpo. É a evolução espiritual que permanece e propicia os recursos para lidar com adversidades em centenas de encarnações.

No livro Nascer Várias Vezes eu relato várias histórias nas quais a evolução espiritual foi muito importante para a superação, com menos sofrimento, de conflitos e outras adversidades (1).

Observe: “Ao nascer novamente como Julia, o espírito da criança já demonstrava algumas características que havia conquistado em uma das encarnações anteriores. O desfrute da condição de disciplina, perseverança e gratidão continuava a produzir efeitos em outra encarnação. Este é um fato muito comum, todos temos  grandes vantagens por havermos desenvolvido qualidades em outros momentos da vida do espírito. Apenas não prestamos atenção e não ligamos fatores positivos atuais a qualidades anteriormente desenvolvidas.” (pag. 63, do livro Nascer Várias Vezes)

Tenha paz frente ao seu próprio sofrimento, frente à sua doença e à sua dor. Foque em evoluir, pois é assim que usufruirá das benesses do amadurecimento espiritual. As vantagens são claras: menos sofrimento no momento em que o corpo sofre (pois o sofrimento pode ser ampliado pela "mente") e mais facilidades no plano espiritual.

Tenha paz frente ao sofrimento de seu ente querido. Busque a melhora do corpo, mas jamais esqueça de ensiná-lo a verdade do espírito. Jamais esqueça de vivenciar as pulsões da espiritualidade. Pois o mundo espiritual é para ser vivenciado e experimentado aqui e agora. O sofrimento diminui, a consciência amplia e a evolução acontece.

A vida do espírito é muito longa. Exige bastante luta, por isto desenvolver sabedoria é fundamental para ter paz e força. Uma das maiores sabedorias é a aceitação. Sem aceitação o que existe é uma briga interna que desgasta e gera atitudes irracionais e irrelevantes. Ou seja, com briga e atitudes ineficientes o aprendizado é muito pequeno. Aprendizado pequeno significa maior sofrimento e sofrimento mais duradouro.

Aceitar a doença e eventual não cura, é clarear a mente para viver mais intensamente a verdade do espírito. A pessoa pode e deve procurar os recursos terapêuticos, mas deve entender que não é a cura que serve para a vida do espírito. O que serve e dura por milênios são os aprendizados e as sabedorias. São estas sabedorias que te preparam para enfrentar toda e qualquer adversidade futura, por milênios.

Para o espírito, portanto, a cura do corpo é um pequeno prêmio. O grande prêmio é a abertura para a evolução espiritual.

Cinco mil anos depois, a cura do corpo naquela encarnação longínqua é algo muito pequeno e insignificante. Mas, os ganhos de sabedoria e a mente clara serão sempre a certeza de que é a evolução espiritual que traz os ganhos mais importantes e duradouros.

Enfim, quem evolui vive melhor e torna as dificuldades menos desgastantes.


Autor: Regis Mesquita

quinta-feira, 2 de abril de 2015

PARA VENCER TEMPESTADES DA VIDA Emmanuel



Se procuras ensejo para realizar-te, em matéria de paz e felicidade, age e serve sempre.
No trabalho não somente surpreenderás o caminho do aprimoramento próprio, mas igualmente a ginástica do espírito conferindo-te sustentação e segurança.

Lembra as águas estagnadas, o arado ocioso sob a ferrugem, a terra de qualidade quando entregue ao mato inculto e os móveis abandonados que a poeira consome.

Mantém-te na melhor forma de auxiliar e socorrer, elevar e construir.

No mundo, o inesperado vigia sempre.

Indispensável afiar os instrumentos da emoção para fazer os imprevistos que apareçam quando as ocorrências sejam de molde a espaçar-te a sensibilidade.

O trabalho é a única força capaz de adestrar-nos para vencer nos encargos que a vida nos imponha.


Sem atividade que as dignifique, a própria riqueza amoedada assemelha-se à múmia emparedada no cofre, tanto quanto a cultura que não ampara os outros é uma luz escondida sem proveito para ninguém.

Não te iludas.
Por muito serenas se mostrem as águas em que navegamos, a tempestade virá, um dia, testar-nos a resistência e a coragem, a criatividade e a compreensão.

Necessário exercitar as próprias energias, aprender algo mais, aperfeiçoar o que se sabe e caminhar adiante.

Seja qual for a estrada em que te encontres não marginalizes.
Age e serve.

Se dificuldades maiores te alvejam o espírito, não te detenhas porque as circunstancias te hajam colocado num labirinto de problemas dos quais ainda não conheces a estrutura.

Prossegue trabalhando e a mais difícil de todas as soluções te surgirá. 


AÇÃO,VIDA E LUZ 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Ditados por
Espíritos Diversos

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Deficiente após a Morte, por Sidney Batista





Antes deste breve estudo, importa saber que "o espírito" é revestido de um envoltório fluídico, semi-material, ou perispírito, cuja matéria se eteriza a medida em que ele se purifica. Possui Forma flexível e expansível, amoldando-se à vontade (ou necessidade) do espírito. 

No livro "Perante a Eternidade", um espírito que na vida carnal fôra deficiente, conta-nos alguns aspectos do que ocorre com eles após a morte do corpo físico. Os que sofrem com resignação têm no corpo doente a cura do espírito; os que se revoltam, foram maus, desencarnam e continuam deficientes, às vezes em estado pior. 

Conversei com urna senhora que, encarnada, foi cega. Por sua extrema revolta, cometeu muitos erros, desencarnou e ficou quinze anos cega, vagando pelo Umbral. Outros, socorridos, são internados em hospitais daqui e são curados com passes e tratamento. 

Para as pessoas boas tudo é mais fácil. Como o caso de um senhor que conheci encarnado, cego de nascença. Pessoa boníssima, trabalhava para seu sustento. Contou me que sua desencarnação foi como "dormir"; ao acordar, abriu os olhos e enxergou, embora visse tudo embaralhado. Gritou de felicidade. Um médico do hospital para onde fora levado lhe explicou sua situação de desencarnado, aplicou-lhe passes e ele passou a enxergar nitidamente. 

Conversei com um rapaz que foi, encarnado, paralítico. Com dificuldade movia somente a cabeça e as mãos. Encarnou assim e desencarnou na adolescência. Falando de sua vida, contou-me que destruiu, na outra existência, seu corpo perfeito num suicídio, pulando de um penhasco, e o remorso impediu-o de reconstruir o perispírito. Logo que tornou conhecimento de sua morte, pôde se mexer e com algumas horas de tratamento, quando lhe foram anuladas as impressões do corpo físico, pôde andar. Terminou, contente, sua narração, falando que aprendera a dar valor ao corpo Físico e que é muito feliz por Deus ser Pai amoroso e não punir, pela eternidade (inferno eterno), erros de momento. 

Conversei com muitos que foram deficientes, surdos mudos, aleijados, débeis mentais. Os bons foram socorridos de imediato e, após tratamento, tornaram-se sadios. No meu caso, a primeira impressão que tive ao desencarnar é que continuava sem o membro extraído. Muitos necessitam tratamento psicológico para que seja reconstituído o membro que lhe faltava. Em casos de crianças e adolescentes, a reconstituição é mais fácil, por não estar enraizada a falta do membro. Crianças aceitam sugestões mais facilmente, tornando-se perfeitas em curtos períodos. 

Conheci um homem no tratamento psicológico que, encarnado, teve o corpo perfeito. Desencarnou e o remorso fez com que seu braço direito desaparecesse. Quando encarnado, num impulso de raiva ,surrara sua mãe. Ela caiu, bateu a cabeça e desencarnou. Quando ele desencarnou, sofreu muito no Umbral. Quando o remorso o visitou não quis o braço e este desapareceu. (Sendo o perispírito suscetível à ação da mente, o remorso externo convergiu seus fluídos destruidores para o braço que agrediu a mãe). Faz tratamento na colônia. Se encarnar assim, o feto, o corpo de carne, não terá o braço direito. 

Enfim, sabemos que os deficientes resignados, boas surpresas terão ao desencarnar. Não é o pai amoroso que nos faz doentes. Nós, pelos nossos erros, causamos deficiências. Pelo sofrimento, pela aceitação é que nos curaremos e nos tornaremos sadios. Bendito seja o Pai pelas grandes lições que temos. Podemos, com um corpo deficiente, reparar erros que, em muitas crenças, nos trariam o castigo eterno. 

Fonte: Jornal O Girassol 

Revista Espírita Allan Kardec, nº 38.